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by

Claudionor

Araújo

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2021-02-27

7:51:13 PM

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Poesias005

Poesias005

  
pag5
  
 
               

Se o Poema for uma Homenagem
Ou falar de Pai/Mãe, Ou descrever
um Lugar, procure nas
Páginas relacionadas
A atualização do mesmo!!!

 
*O GRILO
(Claudionor Araújo da Silva)
  
Good night! 
I'm a great friend of yours!
  
O pé de cidreira?
 
 
Aquele do antigo poço,
 
Que está à sombra do velho pé de limão?
 
 
Não me interessa mais.
 
Por quê?
 
 
 
Quem passar por ali
 
Nas manhãs de inverno,
 
Com certeza
 
Irá ficar com o coração
 
Dominado por uma grande tristeza.
 
 
 
A grama?
 
 
 
Aquela do pequeno pé de amora,
 
Que nunca irá florir?
 
 
 
Bem ligeiro eu saí de lá.
 
Por quê?
 
 
 
O dono da casa
 
Daquele quintal,
 
Por seis meses
 
Permanecerá aprisionado
 
Por uma terrível dor.
 
 
 
A flor-de-maio?
 
 
 
Aquela que nasceu
 
No canto
 
Do primeiro muro
 
Que se encontra
 
Na direção leste
 
Deste lugar?
 
 
 
Aos prantos,
 
Na tarde de ontem,
 
Eu a deixei.
 
 
 
Por quê?
 
Infelizmente
 
Eu tive que dizer a ela,
 
Que muito em breve,
 
A sombra da morte
 
Encobrirá a sua felicidade.
 
 
 
I am here!
 
 
 
Por quê?
 
 
 
Porque a sorte
 
Sorri pra você todos os dias.
 
 
 
Porque eu aprendi
 
Que a direção norte
 
Pra mim,
 
Não vale a pena.
 
 
 
Porque você precisa de paz
 
E o meu canto
 
É a sua alegria!
 
 
 

 
 
 
 
*A PÁGINA DO DIÁRIO
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Ela veio num redemoinho
Que começou do outro lado da rodovia
E em meus pés, se findou!
 
A princípio 
Eu achei que fosse uma folha qualquer,
Rasgada de um caderno colegial!
 
Seu texto,
Imediatamente,
Chamou a minha atenção!
 
Uma letra feminina,
Muito bonita,
Destacava as palavras com o verde,
O preto, o vermelho e o azul!
 
A foto da autora
Estava impressa em marca d’água
Bem no meio da lauda!
 
Nas bordas do papel
As iniciais C.A.S.
Se repetiam!
 
Tratava-se de uma página,
Que de um diário,
Foi arrancada!
 
Depois de um extenso conteúdo
Que relatava os fatos ocorridos
Naquele dia,
Vinha um texto
Todo escrito com palavras vermelhas
Que assim dizia:
 
“Hoje eu descobri que jamais eu vou conseguir crescer, 
Se dos meus medos eu não me libertar. Hoje eu aprendi
Que às vezes as mentiras também ajudam a vencer. 
Hoje eu percebi que alguns olhares apenas fingem
Nunca terem me visto, quando na verdade,
Já há muito tempo prometem a si mesmos, 
Que um dia vão rir, demasiadamente,
Dos erros que eu aqui cometer.”
 
Então
Outro vento forte soprou
E lá se foi,
Rumo ao sul,
A PÁGINA DO DIÁRIO!
 
 
 

 
 
 
 
 
*A BORBOLETA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
 
Hello!
How are you?
 
I am your loving remembrance!
 
Quanta alegria eu senti,
Naquele dia em que recebi,
Os jasmins que tu me ofertaste!
 
Amei tanto aquelas flores,
Que hoje
O colorido delas
Eu trago comigo!
 
A mim
Foi dada a chance,
De mais uma vez,
Brilhar!
 
Alguém assim
Me disse:
 
- Seu coração?
Sim! Esse sim sofreu!
Teve o privilégio de ser tão bom,
Mas foi obrigado a suportar muitas dores!
Agora você será liberdade e mais uma vez,
Beleza!
Agora a sua vida
Pertencerá à tatuagem,
Que trazes consigo!
 
Você se lembra daquele beijo?
O beijo que tu me deste
Naquela primavera
De um fim de tarde como este?
 
Aquela foto eu bem sei:
Contigo está bem guardada!
 
Pois é!
 
Agora eu beijo a sua face
E vou embora!
Não! Não quero ser a sua loucura.
Enxugue as lágrimas e saia por aí sorrindo,
Assim como eu!
 
Não me procure,
Porque com certeza,
Me encontrar novamente
Não faz parte do seu destino.
 
Em breve
Tu irás
Voar assim,
Livre
Como eu!
 
 
 

 
 
 
 
 
*O CISNE
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
 
 
Amor! Amor! Amor!
 
 
 
Descobri
 
Que um pouco do calor,
 
Que trago embaixo dessas minhas asas,
 
Aquece o seu coração.
 
 
 
Ultimamente
 
Venho dedicando a minha graça,
 
Exclusivamente ao seu olhar.
 
 
 
Somos assim:
 
Sonhos em comum!
 
 
 
O meu paraíso?
 
Um lugar aconchegante
 
Onde reina o amor eterno!
 
 
 
Vem!
 
 
 
Dance comigo
 
Agora!
 
 
 
Vou te ensinar os passos
 
Da indescritível elegância!
 
 
 
E de repente
 
O seu medo
 
Será algo insignificante,
 
Pra você!
 
 
 
Comigo aprenderás
 
De uma vez por todas,
 
A sempre dar as mãos!
 
 
 
Vem!
 
Na nossa canção,
 
Um assovio afinado
 
É fundamental!
 
 
 
Amor! Amor! Amor!
 
 
 
Você não é uma mentira!
 
Eu?
 
Eu sou um certo alguém que te emociona!
 
 
 

 
 
 
 
*O LEÃO
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
 
 
 
Não.
 
Definhar agora?
 
Pra quê?
 
Agora não.
 
 
 
Imediatamente
 
Levante essa sua cabeça.
 
 
 
Dignidade?
 
Sempre! Sempre! Sempre!
 
 
 
Dentro de você
 
Existe um coração
 
Igualzinho ao meu!
 
 
 
Mais uma vez
 
Acredite na força do amor!
 
 
 
Outra vez vamos
 
Vencer mais uma batalha,
 
Na arena da vida!
 
 
 
A nossa marca tem poder.
 
 
 
O rugido da vitória é nosso!
 
 
 

 
 
 
 
*O GATO
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
 
 
 
Miau!
 
 
 
Que lindo esse por do sol!
 
 
 
Que achas dos meus olhos
 
Agora?
 
 
 
Já notou
 
Que o tempo passa
 
E eles estão
 
Cada vez mais
 
Belos?
 
 
 
Miau!
 
 
 
Adoro...
 
Miau! Miau! Miau!
 
 
 
Ter sorrisos sinceros
 
Perto de mim!
 
 
 
Já aguou as minhas rosas
 
Hoje?
 
 
 
Por aqui
 
É muito importante
 
Pra mim,
 
Caminhos com aroma de capricho!
 
 
 
Miau!
 
 
 
Lá vêm aquelas pessoas
 
Que guardam extrema perversidade
 
No coração.
 
 
 
Chega.
 
Tchau!
 
Não perco o meu tempo
 
Exercitando podres poderes.
 
 
 
Miau! Miau! Miau!
 
Hoje o brilho da lua
 
É só meu!
 
 
 

 
 
 
 
*A LIBÉLULA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
 
 
 
O tempo passou tão rápido!
 
 
 
Antigamente,
 
Eu me lembro:
 
Um mar de serenidade
 
Regava esse seu olhar!
 
 
 
Tu?
 
Mal algum,
 
Não temias!
 
 
 
Tu não sofrias
 
Assim,
 
Como agora!
 
 
 
As canções?
 
Elas ficavam se repetindo
 
Em sua mente e tu?
 
 
 
Tu cantavas!
 
 
 
Hoje
 
As lágrimas banham esses seus olhos.
 
De ti,
 
Os espinhos não querem se afastar.
 
 
 
Ao contrário de mim,
 
Que saí da escuridão
 
E vivo livre
 
Na luz,
 
 
 
És tu
 
Agora
 
Um prisioneiro das trevas.
 
 
 
A sua luz?
 
 
 
Ela vem da paz!
 
 
 
Mas pra você ter paz
 
É preciso perdoar!
 
 
 
Um coração sem paz
 
Pode estar contaminado
 
Por uma terrível doença:
 
O ódio!
 
 
 
Muito rapidamente
 
Agora,
 
Perdoar
 
É o que mais lhe interessa!
 
 
 

 
 
 
*O CRIADOR DE BONECOS
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Ah!
Por favor,
Entre!
 
Pra você
Eu posso mostrar a minha coleção,
Porque que sei
Que a sua alma
Abstêm invejas e ambições!
  
É muito importante
Você não fixar o olhar
Em qualquer um
Desses!
 
Às vezes,
Um ou outro, 
Possui uma carga
Muito grande
Da pura energia positiva!
 
Mas geralmente
Eu atribuo algumas qualidades negativas,
No caráter desses futuros seres humanos!
 
Olhe sem querer olhar!
 
Quando um boneco
Tem ao seu redor
Uma mesclagem de falsidade,
Maldade e muita inveja,
Podes acreditar, 
Vem aí mais uma alma comum,
Entre tantas!
 
Bonecas inteligentes,
Muito cedo,
Também estão se depravando,
Por isso,
Não se empolgue com a beleza delas!
 
Essas com roupas de santa
São as mais perigosas!
 
Este?
É um presente pra você!
Ele esbanja sorte e até pode fazer
Você sonhar com o que virá
No seu destino!
 
Guarde-o num lugar seguro!
 
Ele deve ser seu
Durante toda a sua vida!
 
Vamos?
 
Vou te mostrar
Um dos meus bonecos
Em carne e osso!
 
 
 

 
 
 
 
*A ANDORINHA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
 
 
 
Pare!
 
 
 
Vamos pensar juntos!
 
 
 
Por mais que você finja não acreditar...
 
 
 
Certas coisas
 
Já sabemos!
 
 
 
Já sabemos
 
Que tu serás obrigado a suportar,
 
Todas as pessoas que desejam te macetar.
 
 
 
Já sabemos
 
Que ventos de guerra
 
Serão constantes.
 
 
 
Já sabemos
 
Que tu és incomparável,
 
Mas não vão faltar
 
Tempestades de humilhação.
 
 
 
Já sabemos
 
Que certos risos irão cortar
 
Como navalhas.
 
Certas dicções
 
Virão com o propósito de ferir.
 
 
 
Eu, em seu peito,
 
Já estou tatuada,
 
Porque você ganhou experiência
 
Com o sofrimento.
 
 
 
Não!
 
Não me afaste
 
Do seu coração.
 
Você é lealdade
 
A um amor verdadeiro.
 
 
 
Eu sou primavera,
 
 
 
Luz
 
 
 
E
 
 
 
Sorte.
 
 
 
SO LONG!
 
 
 

 
 
 
 
*A CIGARRA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
Os lençóis nos varais?
Deixa a chuva molhar.
Daqui a pouco
O sol virá e com certeza,
Tudo irá secar.
 
Folhas?
Depois que elas caem
Sempre são levadas por ventos,
Que por várias vezes,
Conseguem amontoá-las
Num canto qualquer e por isso,
Varrer, pra quê?
 
Louças sujas?
Talvez amanhã
Elas serão lavadas.
 
Calçados?
Agora eu nem quero pensar
Em limpá-los.
 
Só quero cantar!
 
Uma canção qualquer
Pra você,
Eu canto!
 
Gosto de pop,
De rock,
Do sertanejo romântico
E de música suave!
 
Então eu canto assim:
 
“Seu Jeca Tatu precisa trabalhar, pra poder ganhar tutu.”
“Dona Cigarra fica triste, quando para de cantar.”
 
“Dona Cigarra ganha tutu, porque sabe cantar.”
“Seu Jeca Tatu tem que trabalhar, porque não sabe cantar.”
 
Dona Cigarra, em casa, nada faz!
As formigas sempre me ajudam!
 
Sou sortuda!
 
Tenho centenas de formigas amigas,
Ao meu dispor!
 
 
 

 
 
 
 
*MINHA BRISA BOA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Com a minha brisa boa vem o seu sorriso,
A sua magia e a sua paz,
Que ilumina o meu dia de céu nublado
E de garoa gelada!
  
Com a minha brisa boa
Vem o perfume das matas!
 
As lembranças de um tempo de alegria
E a vontade de sentir outra vez,
O gosto dos seus lábios!
 
Minha brisa boa
Afasta de mim a tristeza!
 
Abre os seus braços pra mim
E põe a sorte em minhas mãos!
 
Minha brisa boa me faz
Estender a rede na varanda,
Saborear as delícias de inverno
E sonhar com as coisas
Que vão estar no meu futuro!
 
Minha brisa boa
Põe a viola em minhas mãos!
Me acompanha nas canções!
Chama o canto dos pássaros!
Faz as flores sorrirem
E muda o colorido do dia!
 
Minha brisa boa
Esquece as lágrimas!
 Dá um golpe na tristeza!
Se importa com a harmonia!
Gosta da palavra amiga,
Do romance perfeito
E da pureza dos seus olhos!
 
Minha brisa boa
Insiste em assanhar os seus cabelos,
Faz o rouxinol se alegrar,
O colibri se alvoroçar,
Os pardais se amarem
E as cotovias se beijarem!
  
Num toque sutil,
Minha brisa dá mais beleza aos lagos!
Faz o pescador sentir saudade do rio!
Deixa a morena mais bonita e o menino,
Mais sapeca!
 
Minha brisa boa?
Vem pra me fazer sorrir! 
Antes de partir sempre anuncia a sua volta
E nunca se esquece de acalentar a solidão!
 
 

 
 
 
 
*ESSE PRAZER
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
Esse prazer
Precisa da solidão pra sobreviver!
 
Não se importa com o que ouve!
Exige o brilho da lua
E o frescor da água!
 
Esse prazer é alimentado
Com as cenas da realidade,
De alguém que compartilhou
Uma louca fantasia!
 
Esse prazer teima em ser criativo!
Escolhe o tempo certo pra vir
E sempre quer se repetir!
 
Esse prazer acalma,
Muda os pensamentos,
Traz autoestima positiva
E sempre mexe com a imaginação!
 
Esse prazer
Precisa do dia certo,
Da vontade que não cessa,
Daquilo que você tem de bom
E da felicidade de outrora!
 
Esse prazer tem gosto de segredo!
Sabe se ocultar
Quando é preciso!
 
Confunde olhares!
Traz experiência!
 
Palavras não definem
Esse prazer!
 
Por uma questão de lógica
É preciso acreditar,
Que esse prazer será eterno
Até o fim de uma vida!
 
Esse prazer
Tem medo da palavra luxúria!
 
Receia ser loucura!
Maltrata um corpo abandonado
E teme o que o virá no amanhã!
 
Esse prazer é doença e remédio!
 
 

 
 
 
*FOI PRECISO SER ASSIM
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Foi preciso ser assim...
Me vesti de seda e sorri aos quatro cantos,
Dentro de mim!
 
Tentei esquecer todas as dores,
De todos os amores!
 
Todas as insatisfações!
Todas as frustrações
E todo tipo de gosto amargo,
Porém não consegui!
Onde está o meu abrigo?
 
Tinha eu,
Nessas minhas mãos,
Toda a riqueza de uma linda
E rara tarde...
Daquele sol que arde...
 
Dessas tardes
Em que o vento para
Quando a noite se aproxima
E pra todo lado,
Existe aquele amontoado de folhas secas!
Jeito de abandono por essas cercas!
 
Tardes ensolaradas,
De um céu que tem nuvens
Com imagens românticas...
Poemas e suas semânticas!
 
Tardes de perfumes inesquecíveis!
Tão aprazíveis!
Tardes sentimentais!
Tão passionais!
 
Tinha eu,
O que não podia me pertencer!
O que não podia acontecer!
 
Tinha eu,
Uma ilusão!
A confusão!
 
Tinha eu,
Um sonho!
Eu estava risonho!
 
Então
Me veio a decepção!
A ingratidão!
 
Agora
Eu: Um ser tão incomum!
Receio agora? Algum!
 
Foi preciso ser assim! 
 
Agora todas as feridas foram cicatrizadas!
As doenças foram curadas!
 
De todos os males? Me vacinei!
Não sei de pequei!
  
Existe um “M” e um “V” nessa história:
 
“M” de missão!
Sempre em questão!
 
“V” de vitória!
Vou vencendo essa discórdia!
 
 

 
 
 
*DE REPENTE: UM CAMINHO
(Claudionor Araújo da Silva)
 
De repente:
Um caminho!
 
Às vezes,
Cheio de espinho!
 
Tantas vezes,
Ligeiro!
 
Muitas vezes,
Fascinante e  Trigueiro!
 
É só um caminho!
Desenho de um pergaminho!
 
Um caminho,
Que de repente,
A mente traçou!
O ser aprovou!
 
Caminho escolhido por alguém, 
Por você, por uma perdiz
Ou por um bem que se quis!
 
Não me importa
Qualquer curva torta!
 
Por esse caminho,
Quase sempre,
Brilha a felicidade!
Reina a tranquilidade!
 
A sorte sorri
E uma doce energia
Te satisfaz!
Te traz paz!
 
Não!
Não me afaste desse caminho!
Nele eu tenho carinho!
 
Esse caminho é meu vício,
Minha alegria
E minha harmonia!
Meu tudo!
 
De repente:
Um caminho!
Talvez um trieirinho!
 
Desse caminho
Eu sei de todos os detalhes! 
De todos os entalhes!
De todas as consequências!
De todas as delícias!
Do que pode ser cruel!
Onde está o fel!
O que virá no futuro!
O que está atrás do muro!
 
 
 

  
*Boa Páscoa!
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Me acate!
Pra você eu improviso,
Num sabor inusitado de chocolate,
O meu melhor sorriso!
 
Flor de cerejeira!
Bolo de morango!
Aroma de framboesa!
Delícia de biscoiteira!
  
Pra você:
Outras rosas vermelhas,
Um pouco mais de carinho
E um segredo escondido
Noutra cesta de Páscoa!
Que não haja nenhuma mágoa!
 
Pra você:
Toda a beleza da ternura
Num brilho acetinado!
Que seja do seu agrado!
 O amor renascendo a cada dia!
Muita harmonia!
Um prato 
Todo colorido
Com a essência da vida!
Que não haja nenhuma ferida!
A festa da paz!
Tudo aquilo que satisfaz!
 
Pra você:
Outro pão de mel!
Mais um coelho enfeitado!
Nada de sabor de fel!
 
Pra você:
Boa Páscoa!
 

  
*As Suas Asas!
(Claudionor Araújo da Silva)
 
As suas asas?
 
Será que elas
Dependem do meu modo de agir,
Do meu olhar,
Do meu azar,
Da minha atenção
E do que eu falo ou penso?
 
Será que
Pra que elas cresçam,
Você precisa, urgentemente,
Estar no meu caminho,
Emitir os seus sons,
Exibir o seu perfil
E atirar mais uma flecha?
 
Muitas vezes,
Muito alto
Tu voas,
Mas a plateia que te aplaude
É ingênua e muito tola!
 
As suas asas?
 
Podem, num exato momento,
Se acabar
Ou ganhar mais força!
 
Podem te levar pro abismo
Ou fazer você arranhar o céu!
 
Pra voar com majestade
Nesse espaço
Onde os poetas acatam
A essência
Que é de inestimável valor,
Você não pode esconder verdades!
 
Tu não sabes
Que a intensidade do seu brilho
Te Condena?
 
Outras vezes,
Quiseste tu
Tão alto voar,
Mas algo te fez rastejar!
 
 
 

 
 
*TANTAS ESQUINAS
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Um dia desses,
Não me engano,
Tenho certeza absoluta
Que a semente do amor
Alguém plantou
Numa dessas esquinas,
Onde o vento faz a curva
E à noite
Alguns gatos sempre se deliciam
Na penumbra!
 
Sem que eu esperasse,
Na esquina do saber
Encontrei a solução
Pra um difícil problema!
 
A paz?
Ainda se vê
Nas esquinas protegidas pelas sombras
Das sibipirunas,
De algumas figueiras
Ou de outras mangueiras!
 
Muitas vezes,
Nas esquinas do meu eu,
Me perdi,
Mas me encontrei
Numa doce esquina
Com um fascinante olhar!
 
Esquinas de redemoinhos
Provenientes de ventos
Que surgem do norte
E vão para o sul,
Deixando sempre o rastro da bagunça
E cheiro de poeira,
São aquelas esquinas
Onde o artista pintou,
O mestre ensinou,
A poesia foi cantada
E a garota se apaixonou!
 
Esquinas que prenderam pipas!
Esquinas de bêbados!
Das cortesãs!
De muitos animais!
  
A esquina que eu prefiro
Com certeza encontrarás,
Na Avenida SOLIDÃO
Do bairro SAUDADE!
 
 
 

 
*Essas Flores!
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Essas flores vivem por aí
Espalhando os seus perfumes, 
Distribuindo sorrisos,
Apaixonando corações
E até mesmo, 
Enlouquecendo mentes!
 
Ah!
Essas flores
Algumas vezes choram 
Porque querem abraços!
Alguns aplausos! 
Outras vezes murmuram
Pedindo um beijo!
Quanto desejo!
 
Querem atenção!
Quanta emoção!
  
Muitas vezes
Nascem em jardins malcuidados
E muito cedo, seguem por caminhos
Cheios de constrangimento e de dor!
Quanto desamor!
 
Que bom seria
Se essas flores sempre nascessem
Com a sensatez dos sábios,
Porque talvez,
Muitas de suas lágrimas,
Seriam economizadas!
 
Essas flores precisam, 
Urgentemente,
Abrir os olhos e mostrar aos espelhos
Uma nova imagem!
Uma outra linguagem!
 
Essas flores compõem
Histórias tristes e absurdas!
 
Flores que se deliciam
Com os beijos de muitos beija-flores!
Quantos amores!
 
Flores tão vadias!
Flores que envergonham!
Flores que se lamentam!
 
Essas flores?
Precisam aprender a lição
Que faz toda a diferença!
Precisam de temperança!
 
Flor de primor?
Ainda pode existir,
Mas para muitos
É rosa sem valor!
Sem calor!
 
Essas flores?
 
Cheias de charme!
Cheias de truques! 
 
 

  
*Agora em Mim!
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Agora em mim:
 
Um frio que se apossa
E de repente
Me estremece!
 
Um calor que destrói
Um sentimento
Que nada de bom constrói!
 
 
A vontade de me encontrar,
No labirinto dos seus pensamentos,
Com a serenidade, a bondade, a ternura
E a sinceridade!
  
Agora em mim:
 
Um motivo pra seguir outros rumos,
Sem perder as coisas boas
Que eu ainda tenho!
 
Agora em mim:
 
Um querer impossível!
Uma alegria passageira
E outra vez,
Com muita franqueza,
Uma antiga tristeza!
  
Agora em mim:
 
A força da intuição, 
Outro desespero
E mais uma vez,
A sorte!
  
Agora em mim:
 
As coisas que eu disse 
Sem querer dizer!
 
Agora em mim:
 
A lembrança desse alguém,
Que tão mau, 
Pra mim sempre será!
 
Agora em mim:
 
A vontade de errar
Pra mais uma vez aprender!
 
 

 
  
*****De Repente: Tantas Coisas!*****
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Agora eu tenho que ficar sozinho,
Mesmo sem eu querer!
Parece que eu já vou padecer!
 
Depois eu ando por andar!
Nada tenho pra adiantar!
 
De repente
Eu gosto e já estou tendo desgosto!
 
 Agora, uma história pra você,
Eu não posso inventar!
Eu tão tenho nada pra te falar!
 
De repente
Algo bom lá dos tempos de outrora,
Veio na minha lembrança!
Eu me lembrei dos meus tempos de criança!
 
De repente eu me lembro da farsa
De uma moça! 
Essa lembrança me traz tédio!
Onde está o meu remédio?
 
De repente sorrir,
 Pra mim se tornou um sacrifício!
Eu não tenho nenhum privilégio!
 
Agora pra mim,
Todo olhar é só dor!
Onde está o amor?
 
De repente o meu paraíso
Continua sendo a solidão!
Que confusão!
  
Algo bom
É aquilo que me acalma!
A sinceridade é o meu fascínio!
Me anima!
 
Com muito carinho
Eu vou tirando as pedras
Desse meu caminho!
 
De repente uma canção
É pura felicidade!
Serenidade!
 
 
Eu trago comigo alguns
Momentos inesquecíveis!
Tão incríveis!
 
De repente na minha mente:
Tantas coisas ruins ou boas!
 
  

 
 
*A POETISA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Por eu ter um coração
Que vive amarrado a certos males, aos quais, 
Com toda certeza, enquanto eu viver
Jamais me libertarei,
Escrevo pra ti aqui!
 
Trago em mim a essência da lágrima de uma rosa,
Que abandonada, 
Sofre calada em meio aos constantes vendavais
Desses temporais!
 
Olho em seus olhos
E tento entender
A causa da sua aflição,
O motivo da sua alegria
Ou o porquê de tanta solidão!
 
Quando de repente
As minhas palavras,
Pra você, nada dizem, 
Entenda que nesse momento
A sua consciência deve buscar algo
Que te dê um profundo discernimento
Das coisas!
 
Eu gosto das brisas!
Principalmente aquelas que trazem
O perfume do jasmim,
Enquanto a tarde cai
E eu recebo a visita inesperada
De outro colibri!
 
Tenho medo das noites
Porque elas sempre aceleram
Esse meu coração,
Que é cravejado pelos espinhos
Que sempre teimam em causar certas dores!
Alguns tumores!
 
Eu te escrevo um romance
Quase perfeito,
Com os predicados de um sujeito!
 
Algumas vezes peço amor!
Outras vezes quero paz!
Em  certas ocasiões nada me satisfaz!
 
Todas as vezes sou eu
UMA POETISA!
Encaixo uma palavra na frase
E faço a rima toante ou consoante!  
 

 
 
*A ÚLTIMA LÁGRIMA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Quando a última lágrima cair,
Talvez eu me esqueça
De algumas das suas maldades,
De outros pecados seus
Ou daqueles sorrisos
Que são como ponta de faca
A machucar esse meu olhar!
 
Espero a última lágrima cair,
Na esperança
De que depois de toda essa angústia,
Nasça em mim um saber mais eficaz,
Uma força mais positiva
Ou algo que me faça,
De uma vez por todas,
Entender que na vida algum
Sofrimento sempre chega e de repente, 
Parte!
 
Já não vai demorar muito
Pra última lágrima cair!
Basta só a noite partir!
 
Como um dia que só tem a claridade do sol
Nas últimas horas da tarde,
Assim é essa minha alma
Que só terá alegria quando o tempo passar 
E a manhã chegar 
Pra me acalmar!
 
Não deixo que algo aconteça
De um modo tão súbito
E me instigue a interromper
A queda espontânea da última lágrima!
Que lástima!
  
A última lágrima também virá 
Quando o coração parar de chorar
E dizer:
 
"- Basta! Chegou a hora de mostrar a alegria
Dos tempos em que o sofrimento
Não doía tanto, 
Como dói agora!
Os tempos de outrora"!
 
Então percebe-se que os olhos
Já estão quase secos
E a última lágrima finalmente cai!
A tristeza se vai!
 

 
   
*****Por uma Ilusão!*****
*****(Claudionor Araújo da Silva)*****
 
Por uma ilusão
Eu me vesti de linho
E deixei que o brilho
De um verde campestre
Fosse idolatrado!
Acho que eu estava apaixonado!
 
Por uma ilusão
Eu aceitei ser ridículo,
Misturei pecado com criancice,
Deixei de lado a vergonha
E me expus ao fracasso!
Acho que eu me tornei um devasso!
 
Por uma ilusão
Eu joguei o jogo da morte,
Aprendi a ser nada
E caí como um anjo
Nos braços de um demônio!
Que pandemônio!
 
Por uma ilusão
Eu esqueci os meus afazeres,
Não dei ouvidos à prudência,
Fui o alvo do azar
E não me importei com a sorte!
Não tive nenhum suporte!
 
Por uma ilusão eu menti
Que as dores não me sufocavam,
Fingi ser artista,
Sorri sem querer sorrir
E acreditei num amor absurdo!
Eu fiquei atordoado!
 
Por uma ilusão
Eu andei por caminhos perigosos,
Aceitei a maldade alheia
E me embriaguei de ódio!
Que episódio!
 
Por uma ilusão
Eu me esqueci de viver,
Mas finalmente eu aprendi
Que quando um coração
Não nasceu pra ser verdadeiro,
Tudo nele é uma ilusão!
É confusão!
 

 
 
*ERROS, PASSOS E DESEJOS
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Pode ser um sorriso
Em um baile
Ou noutra festa,
Mas eu penso nos erros,
Nos passos e nos desejos!
 
Um estranho qualquer
Num brilho de emoção
Ou na mesma mesa de bar,
E eu penso nos erros,
Nos passos e nos desejos!
 
Outra vez uma voz
Que proseia e sussurra,
Ou se acerta e se contradiz!
Sei que existem os erros,
Os passos e os desejos!
 
Como eu escondo os meus olhos?
Onde eu vou me esconder?
Quais são as minhas culpas?
Quais foram os meus pecados?
Será que mais uma vez eu errei?
Quem mediu os meus passos?
Quem, para mim,
Desejos, ocultou?
 
Vem em minha direção
Mais um erro,
Outro passo ou aquele antigo desejo!
 
Deixa assim
Como está!
O erro foi acertado
Porque
Foram usados os passos corretos,
Pra chegarmos ao final desejado!
 
Entre tantos elogios,
Alguém nem se importou
Com os erros, os passos e os desejos!
 
Um erro e lá se vai uma vida!
Um passo em falso e alguém se perdeu na vida!
Um desejo e a amargura pelo resto da vida!
  

 
 
* A FORÇA DO SILÊNCIO
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Depois de todas as festas... 
Depois de todas as aventuras... 
Depois de todas as alegrias...
Depois de todas as vontades...
Depois de todos os delírios...
Depois de alguns desafios...
 
Eu planto nos meus olhos
A força do silêncio!
 
Eu vejo na minha escuridão
Um motivo que me faz sorrir!
 
Eu olho pro meu passado 
E me sinto bem,
Mesmo sabendo que a solidão
Sempre vai me abraçar!
 
Depois de eu entender o porquê
De certas maldades, 
Eu me vejo obrigado a compreender
Que foi melhor fechar os meus olhos
Pra tantas dores,
Pra muitos pecados
E pra alguns doces momentos!
 
Se de repente os meus olhos
Resolvem se fechar,
Entenda que é melhor nem procurá-los!
 
Aos poucos
O meu silêncio vai mudando as minhas decisões,
Espantando os meus medos,
Modificando os meus rumos
E me enchendo de paz!
 
Se os olhares sempre insistem
Em me dizer absurdos, 
Em me esbofetear e me tiram do sério,
Então eu tenho que insistir na força do silêncio! 
 
No silêncio dos olhos
Eu sempre me encontro com as verdades!
 

 
  
*O Perdão!
(Claudionor Araújo da Silva)
  
De repente algo te deixou triste
E vai ser importante você perdoar!
 
Quando alguma coisa
Parece insistir,
Propositalmente,
No seu sofrimento,
Você vai achar complicado perdoar! 
 
Pra pedir perdão,
Quando a sua felicidade
Depender do perdão de alguém,
Pode ser que
Você precise de coragem!
 
Por causa da falta de perdão,
A morte pode vir
Muito rapidamente! 
 
Quantas dores
Poderiam ter sido evitadas,
Se muito rapidamente
Você tivesse ofertado o seu perdão!
 
Certas pessoas gostam de sofrer
E por isso,
Não vão se perdoar!
  
Existem amigos que agora se rejeitam 
E jamais se perdoarão!
 
O perdão pode unir inimigos!
Pode dar leveza a uma alma!
Pode curar feridas!
 
O perdão
Traz sossego e faz a flor do amor
Brotar novamente!
 
Realmente feliz,
Sem perdão,
Você não vai ser!
 
Antes que seja tarde demais:
Perdoe agora!
  

 
  
*QUANDO A ESCURIDÃO
SE APOSSA DE TI
 (Claudionor Araújo da Silva)
   
Quando a escuridão se apossa de ti, 
Só o escuro te faz bem!
 
Os seus olhos só enxergam a dor!
 
A cólera te domina!
 
A sua voz se cala!
Você fica triste
Do amanhecer
Até um pouco antes
Do sol se pôr!
 
Quando a escuridão se apossa de ti,
Os amores somem!
Tudo é maldade!
Tudo é sofrimento!
Qualquer coisa é morte!
 
Quando a escuridão se apossa de ti,
Você quer que tudo se dane!
Que o mundo se exploda
E que a vida se acabe!
 
Quando a escuridão se apossa de ti,
Tudo no mundo é sem graça!
Tudo você quer destruir!
Todo som não presta!
Toda pessoa é ingrata!
  
Quando a escuridão se apossa de ti,
Queres maltratar
E bem lá no fundo do seu coração,
Tu queres
Que alguém te bajule!
  
Quando a escuridão se apossa de ti, 
Você cai no abandono!
 
Pra você:
Tudo insiste em perturbar!
 
Quando a escuridão se apossa de ti, 
Você é aquele alguém
Que deixou de viver
A felicidade de um dia!
 

  
*****Festa Junina*****
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Do outro lado da roça
Eu vejo a claridade
Que vem de uma fogueira!
É noite de felicidade!
  
Tem alguém se engasgando,
Entre um rojão e outro,
Com mais um pé de moleque!
Já vejo outro alguém de pileque!
 
A morena sorri e a loira procura
A Maria Chiquinha!
Tem alguém falando mal da Candinha!
 
Mais um bêbado grita: 
"- VIVA O MEU SÃO JOÃO!
 - ME TRAZ MAIS UM PINGÃO!"
 
Alguém ganha um beijo
Da menina
Que é a mais bonita da festa!
Esta noite vai ter seresta!
  
Na quadrilha animada:
De algum moço elegante,
O vento levou
Mais um chapéu de palha!
Que alegria contagiante!
 
Alguém disse que o Zé
Já quer mais uma pamonha,
Enquanto a Zefinha,
Por mais uma vez,
Deixou cair
Outro saco de pipoca!
Tem alguém querendo mais uma bitoca!
 
Uma noiva quer casar,
Mas o noivo vai fugir
Porque tem medo de um pai!
Quanto "Ai"!
 
Bolo de milho pra mim 
E pra você: Mais cuscuz!
Aquele amendoim!
 
O vovô quer curau!
A vizinha rica: Canjica!
 
Outra vez o João
Vai tomar mais quentão!
 
Esse menino travesso
Pescou pra mim um brinquedo!
Eu preciso ir embora!
Amanhã eu acordo mais cedo!
 
Lá vem mais um rojão
E o Zé Busca-pé
Dá a sua gargalhada animada!
 
Da última barraca
Veio o estalo de um beijo!
Tem alguém pedindo goiabada com queijo!
 
Nesta noite estrelada
Eu vejo muito dente pintado
E muito cabelo enrolado!
  

 
*NESSAS HORAS
(Claudionor Araújo da Silva)
  
Nessas horas em que a poeira
Teima em me trazer lembranças amargas...
 
Nessas horas em que um céu
Me amordaça, me estraçalha o peito,
Me põe de castigo ou me priva de coisas boas...
 
Nessas horas em que a ventania
Não vai embora, faz pirraça
E insiste no meu desgosto,
Trazendo um grito
Que corta a minha alma e me deixa quieto...
 
Nessas horas em que um sol
Sempre me queima e de mim,
Sorri...
 
Nessas horas em que eu tento esquecer
Aquelas antigas maldades,
Daquele alguém que não deveria mais existir...
 
Nessas horas em que todo sorriso é zombaria... 
Nessas horas em que a palavra é sempre mal-intencionada...
Nessas horas em que sempre existe
Um olhar que é puro fingimento...
 
Nessas horas em que a fé
Parece que partiu...
 
Nessas horas em que a sorte
Se despede mais cedo...
 
Nessas horas em que os cães
Contam as suas vitórias
Ou dão risadas de alguns dos seus fracassos...
 
Nessas horas em que eu não posso fazer nada
Pra aliviar as minhas dores...
 
Nessas horas eu não me entendo,
Mas está em mim
A energia que me protege!
 
Agora eu já sei:
Tudo vai se repetir 
Porque eu preciso dessas horas
E então, depois que tudo passar,
Eu vou ser mais forte!
 

 
 
***** A Nossa Vida*****
*****(Claudionor Araújo da Silva)*****
 
Entendi que eu vou ser privilegiado
Com muito amor,
Mas eu tenho que
Saber lidar com
A sabedoria de uma flor!
Eu vou acreditar?
Eu posso contraditar?
 
Me disseram que o certo
É aceitar as missões nas quais eu vou compartilhar
As minhas vontades, os meus momentos
E os meus pensamentos,
Sempre ao lado de uma mulher!
É assim que o destino quer?
 
Me disseram que toda mulher
É sinônimo de força e de coragem, 
Mas que esse brilho só tem mais intensidade,
Quando tem em sua companhia
A destreza de um homem!
Será que isso é bobagem?
 
Me disseram que família é dedicação,
Afeto, perseverança, cumplicidade
E muita responsabilidade!
 
Me disseram que um filho
É de extrema importância nessa caminhada,
E que  é bom plantar a semente que irá,
Com certeza,
Fazer com que a gente aprenda mais!
São palavras banais?
 
Me disseram que eu devo
Deixar a vida mais bela
E manter a poesia que flui
Com a glória do carinho!
Esse é o meu caminho?
  
Me disseram
Que uma família só tem valor, 
Quando o cravo e a rosa são sempre bons amigos
E as suas sementes são plantadas num solo, 
Onde a mão Deus
Corrige, ensina e prepara pra um futuro melhor!
Família sem Deus é família sem amor!
 
Me disseram que é melhor viver sozinho,
Do que viver junto com o ódio!
Se só existe o sofrer e o chorar,
Um outro caminho,
É melhor procurar!
 
Me disseram
Que pra ser "Família de verdade"
É muito importante saber amar!
Quanta sinceridade!

 
*Amores Que Me Ensinaram Demais!
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Eu não sabia
Que certas flores
Ou quase todas elas,
Escondem os seus beijos
Ou guardam alguns receios!
 
Algo que pode fazer
Uma loucura qualquer acontecer,
Tem a força de um vendaval 
E é mais forte que qualquer coração!
Quanta emoção!
 
É algo que deixa algumas marcas importantes
Nesses olhares que se perdem!
São pessoas, que na vida, erram,
Mas enfim, aprendem!
 
Eu nem imaginava
Que existe um doce
Que tem um sabor amargo,
Mas que rega uma alma
Com a lógica da vida!
Quanta ferida!
 
Eu sei que você sempre quis
Viver uma história de amor
Com final feliz!
 
Eu saía por aí
Em busca de uma alma
Que me trouxesse a paz
E que me explicasse,
Pra ser a lição do meu dia a dia,
Uma realidade qualquer!
Onde estaria esse bem-me-quer?
 
Aprendi, assim tão de repente,
Que esses amores ensinam demais
Porque não resistem à solidão
E ao murmúrio de algumas palavras!
 
E agora eu tenho um coração
Que vai de um olhar pra outro,
Colhendo algumas dores,
Se envenenando com alguns sorrisos,
Aprendendo com as decepções alheias
E esgotando as suas forças
Com um pouco de delicadeza!
Quanta franqueza!
 
E agora eu amo qualquer pessoa
Que também num de repente,
Resolva tragar algo de bom que eu tenho,
Mesmo que seja só
Pra eu me envolver com alguns tormentos!
 
E agora eu amo! 
Amo tanto tudo,
Que os braços da sorte, 
Para mim,
Permanecem sempre abertos!
 
Definitivamente: 
Os amores que me ensinaram,
Me ensinaram demais!
 

   
*A Minha Morena
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
Ainda eu tenho na lembrança
A cor do pôr do sol
Naquele 14 de julho!
As flores cobriam as chimbicas
E alguns soldados, com muita euforia,
Se despediam do dia!
 
Ainda guardo o sapato
Que tem um pouco da poeira
De uma Dom Aquino!
Daquele mês de agosto
Eu me lembro do frio
E do nevoeiro!
O vento fazia arder o meu rosto!
 
A minha relíquia é uma xícara de chá,
Que das mãos de um Baís,
Se escorregou e quase atrapalhou
A visita que o beija-flor fazia
Àquela doce morada!
A pensão que ficou no coração!
 
A minha foto importante
Retrata um castelo,
Que em tempos de outrora,
A mágica de algumas mãos
Deu colorido à paisagem
Que é guardada numa casa,
Onde o brilho da arte
Que é tão bela,
Ainda está presente!
 
Quero outra vez viajar
No trem da poesia,
Onde a viola é a amiga inseparável
Do violeiro
Das canções que falam da beleza de uma fauna,
Ou do encanto de uma flora!
Coisa que o povo adora!
 
O meu museu preferido
Guarda o carro de boi
Que tanto ajudou um José
A dar mais colorido a esse campo,
Que tão grande se tornou!
Que tanto prosperou!
 
Depois que eu compro
Um amor de um passado feliz,
Eu deixo nos pés do meu São Francisco
A força da minha fé,
Ou trago de um banco de coreto
O som que vem lá do mato!
 
A minha morena tem no olhar
O sol do inverno irradiante!
É tão empolgante!
 
A minha morena abre os braços pras orquídeas
De toda primavera!
Tem muita zoeira!
 
A minha morena tem o verão que arde no coração!
A minha morena faz o outono
Ter sabor de bela paisagem!
É uma emoção a mais na canção!
 
A minha morena é uma cidade
Que se chama Campo Grande!
 

 
 
 
*CAMPO GRANDE
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
 
Campo de Vacarias!
 
Terra Fértil!
 
Bom Jardim do Zé!
 
Na RUA VELHA:
 
Pau a pique!
 
Telha de barro!
 
De vila de boiadeiro,
 
À trem de comércio próspero!
 
De município verde oliva,
 
À capital do povo hospitaleiro!
 
Tens derramado em teu solo,
 
O sangue da força do trabalho!
 
Harmonicamente tu cresces,
 
Sintonizando tuas raízes,
 
Enaltecendo teu povo indígena
 
E valorizando a fauna e a flora!
 
 
 

 
 
*AQUI É CAMPO GRANDE
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Aqui tem o doce de calda
Que vem de uma esmeralda!
 
Lá da ribanceira
Eu posso ver as flores
Da minha cachoeira!
 
Aqui tem essa uva cor de saudade!
Aqui um pêssego é pura felicidade!
Aqui o meu jamelão é sabor que vicia!
Quanta delícia!
 
Uma carroça me leva
Pelos caminhos de um passado feliz
E pelas trilhas de um presente do amor!
Que calor!
 
O vento que leva o meu quarto de milha
Traz consigo o Hino de um Campo Grande
Cheio de novidade!
Rico em fraternidade!
 
A chuva que banha o meu obelisco
Respinga na roda de um carro de boi,
Enche de água o meu copo-de-leite
E dá mais alegria ao meu povo,
Que é tão hospitaleiro!
Tão festeiro!
 
O meu boneco de barro
Tem a cor do meu sangue!
Ele vem de algum mangue!
 
O meu trem já apitou
Pra alguém que sempre diz:
“- Ali morou um Baís!”
 
Cuiabá é lugar que tem coreto!
Boi é monumento!
Arara descansa na praça!
Índio tem memorial!
 
A minha feira é central!
O meu Francisco abre os braços
Pra todo viajante!
Pra qualquer pagodeiro!
Pra todo estrangeiro!
 
Na boca da onça que o artesão pintou
Eu deixei um poema que conta a história
Desse "Campo" que é tão belo!
Tão idolatrado!
Tão iluminado!
 
Aqui é Campo Grande!
A Cidade Morena!
Abrigo do povo Terena!
 

 
*****Independência ou Morte!*****
(Claudionor Araújo da Silva)
 
E o meu povo agora grita: 
“- VIVA! AQUI NÓS SOMOS TÃO FELIZES!
TÃO LIVRES!"
 
Independência ao amor!
Um chute na dor!
Um abraço pela paz!
Mil sorrisos da alegria que contagia!
 
Um Brasil de tantos dons!
De muitos tons!
 
O meu país tem o rei
Do futebol,
Da música popular
E da voz!
Viva Agnaldo Rayol!
 
A qualquer instante
Nasce um outro poeta!
Um novo artista!
 
Eu posso ver
Mais uma menina indo pro
Caminho da fama!
Toda a beleza de uma dama!
 
Pra melhorar o meu Brasil, 
O teor da boa ideia,
Alguém já deixa
Pelas avenidas ou por essas escolas!
  
Aqui alguém é capaz de ser muito diferente!
Inigualável!
Inimitável!
 
Abacaxi do cerrado!
Goiaba tão brasileira!
Maracujá que acalma os nervos
De quem quer matar o meu pica-pau
Ou ferir o meu bem-te-vi!
 
Planto no meu coração o verde da esperança
De ver as mãos da sapiência
Colorindo os sonhos desse povo,
Que tantas vezes sofre
Porque não é valorizado!
 
O amarelo é a cor de tantos corações,
Porque neles reina a brandura
E isso é puro ouro!
 
Azul: 
Água que revitaliza a alma!
Água que acalma!
 
Na doçura do branco de uma rosa
Eu deixo guardado o meu melhor segredo,
Pra um futuro sempre harmonioso!
 
Morte às guerras, 
À falta de compreensão
E a qualquer tipo de violência
Ou intransigência! 
 
Um Pedro ficou
Porque sabia que aqui,
A beleza e a alegria,
Sempre vão contagiar!
Um brinde a todo aquele que sabe amar!
 

 
*****AQUI!*****
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Um pouco de mim
Eu deixei aqui!
 
Pra outra vez não sofrer,
Aqui tantas vezes eu lutei
Pra não ter que conter,
Por mais uma vez,
As lágrimas da desilusão!
 
Aqui tudo é muito simples!
Quando os pardais começam a construir os seus ninhos,
Vai e volta, por várias vezes,
vento que me castiga!
 
Aqui
As fadas mostraram as suas verdades escondidas!
O meu amor durou pouco!
Eu fui bem mais infeliz
Do que feliz!
 
Aqui:
Por algumas vezes
Eu tive que mentir!
Outras vezes eu apenas fingi!
Quase sempre
Eu tive que contar com a mão da sorte!
 
 
Aqui:
Eu deixei, sem querer sorrir,
meu sorriso!
 
Plantei no seu coração
A semente de um amor surreal!
Você deixou em mim
Um brilho diferente no olhar!
 
Aqui eu abracei os espinhos! 
 Eu abandonei a minha vida!
 
Eu estou aqui
Olhando pra você
E sentindo na boca
Aquele mesmo gosto amargo de antigamente!
 
Aqui
Me vem essa saudade
Que aperta o coração!
 
Aqui
Algumas coisas sempre se repetem!
Um querer me amordaça!
Uma certeza quer me enlouquecer!
 
 

  
 
*BEM-TE-VI
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
 
 
 
Te vi bem!
 
Te vi mais feliz que o meu bem-te-vi!
 
Te vi com um sorriso verdadeiro!
 
Te vi com um brilho especial no olhar!
 
 
 
Quisera eu, pra sempre,
 
Poder escutar o seu canto!
 
Quisera eu, eternamente,
 
Ter o calor que vem dessas suas asas!
 
Quisera eu, definitivamente,
 
Ser a canção que entra em sintonia com esse seu coração!
 
 
 
Te vi bem!
 
Mas de mim tu fugiste!
 
Porque já vivi muito mais tempo que tu!
 
Porque sou como os pardais!
 
 
 
Quiseras tu,
 
Que um pequeno príncipe,
 
Eu ainda fosse!
 
 
 
Quiseras tu,
 
Mais liberdade nessa sua doce vida!
 
 
 
Quiseras tu,
 
Se livrar de um medo qualquer,
 
Que tanto te aflige!
 
 
 
Bem-te-vi!
 
 
 
De repente o meu passarinho cantou!
 
 
 
Ele quis me dizer:
 
 
 
“- Presta atenção.
 
Você não merece ser tão tolo assim!”
 
 
 
“- Será que pra essa luz,
 
Existe mesmo um passado puro?”
 
 
 
Tão de repente o meu passarinho partiu!
 
 
 
Foi embora gritando...
 
Partiu dizendo que a vida é uma luta contínua,
 
Entre alguns bens e outros males!
 
Uns interpretam um bem,
 
Como sendo um grande mal!
 
Outros sempre vão te desejar o mal!
 
Poucos são aqueles que vão desejar pra ti,
 
O bem!
 
 
 
Mesmo assim, todos os dias,
 
Te desejo bem!
 
 
 
Porque a ave MAL-TE-VI,
 
Sempre deve dar lugar a um BEM-TE-VI!
 
 
 

  
*Outra Vez:
É Natal!
(Claudionor Araújo da Silva)
  
Um olhar especial já fez uma luz 
Penetrar num coração que tanto sofre!
Num alguém que é tão pobre!
  
Um sinal me diz que a neve que cai
Irá acalentar os corações escravizados pela força do desprezo!
 
Pelas almas que sofrem:
Eu rezo!
 
A grinalda da paz já brilha,
Tão intensamente,
Nos cabelos de quem tão cedo aprendeu
A dar água a quem tem sede!
A repartir o pão com algum necessitado!
A doar o seu pescado!
 
Um Noel vem trazendo de um país gelado,
O amor que esquenta esse coração abandonado!
 
Outra vez o sorriso de uma menina
Traz a esperança de um futuro melhor,
Pra alguém que nunca se deixou levar
Pela angústia de uma tristeza!
Quanta gentileza!
 
Pro menino que um dia chorou
Por ter perdido o calor do colo amigo:
Toda a ternura que eu trago comigo! 
 
Na árvore do bem,
O fruto da fraternidade
Tem sabor de franqueza e sucesso!
 
Que sempre haja muito progresso!
 
O trenó da alegria
Vem pra enxugar as lágrimas
Daquele que um dia,
Acordou sem vontade de viver!
 
Faça o seu encanto renascer!
  
Lá no céu, 
Na estrela do Natal,
Ainda está escrito que nesse mundo
Nós somos todos iguais!
Que fazemos parte de um mesmo destino! 
Que somos tão frágeis!
Tão pecadores!
Tão necessitados de paz!
Que o amor satisfaz!
  
Pisca outra vez:
A cor que renova o coração!
 
Cante outra canção!
 
Na casa do seu melhor amigo:
Um presépio que deixa no ar
O perfume da simplicidade!
Quanta felicidade!
 
Um brinde ao amor!
Quanto calor!
Um abraço pela vida!
Mais uma palavra amiga! 
 
Outra vez:
Eu te espero
Nessa noite tão especial!
 
Outra vez:
É Natal! 
A sua luz em alto-astral!
 

 
 
*****Cravo Púrpura!*****
*****(Claudionor Araújo da Silva)*****
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
A tristeza se abriga em alguns olhos!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
Um poema perde toda a sua beleza!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
Toda manhã é sem graça,
As tardes são escuras e as noites,
Sem vida,
Permanecem!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
Um sonho de amor
Se acaba!
Termina toda ternura!
Morre a esperança de felicidade!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
Nenhum estranho consola!
Tudo é tão sem graça!
Tudo é tão vazio!
Tudo é tão mau!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
Nos retraímos!
Somos tão sozinhos!
Fomos tão pessimistas!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
As lembranças são amargas!
Alguns se feriram!
Alguém fugiu!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
Acreditamos que às vezes,
As dores podem nos ajudar!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
A chuva perdeu o seu lado romântico,
O sol mudou de cor
E o tempo se acelerou!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
Eu te vejo tão distante!
Tu me vês na solidão!
 
Por causa do lado frio de um cravo púrpura,
As flores perderam o brilho!
Os sabores são amargos!
Os olhos sempre ferem!
Um querer vai embora!
Existe a palavra adeus!
 

 
*****A Força do Meu Pensamento!*****
*****(Claudionor Araújo da Silva)*****
 
A força do meu pensamento,
Numa noite qualquer,
Me mostrou dois caminhos!
 
No caminho das flores
Reinava a sabedoria consciente,
Que aliava a sombra da paz
Ao poder da simplicidade positiva!
 
O calor da areia e a pobreza de espírito,
No caminho da loucura,
Alertavam pra um amanhã cheio de dificuldades!
 
Eu vi a paz podre dos invejosos!
Eu vi o sorriso sem nexo do demente!
 
Quando os olhos escondem o fracasso da alma,
O coração sempre pede pra se alimentar de um mal qualquer!
 
Quando o medo impede o tolo de agir,
A semente do ódio,
Um sorriso no escuro
Pode deixar num coração!
 
Bem antes!
Muito antes 
De eu enxergar os caminhos,
A força do meu pensamento
Plantou no meu coração
O rumo que eu deveria tomar!
 
Agora eu vejo que nada foi em vão!
  
Eu vi a mão da ganância se esconder na sombra da ambição! 
Eu vi o olhar aprender a ser mais insuportável!
 
Pra você, pra mim
E pra todo aquele que teve a ajuda da mão do destino:
Bom dia!
 
Pra todos os que não tiveram a intenção de ferir:
Boa tarde!
  
Pra quem tem no coração a semente da honestidade:
Esperança de paz!
 
Pra alguém que quase viu o dia amanhecer, 
Por causa da inquietude de um coração sem juízo:
Boa noite!
 

 
*****Tudo Bem!*****
*****(Claudionor Araújo da Silva)*****
 
Tudo bem!
Bem zen!
 
Porque em tantos corações,
A verdadeira alegria sempre brilhou!
Sempre vigorou!
 
Porque uma brisa levou embora
Toda a amargura de um rosto tristonho!
Agora eu vejo esse alguém tão risonho!
 
Porque uma luz emocionou!
Conquistou!
Um copo de vinho deu solução a um problema!
Resolveu um dilema!
Uma canção fez dançar!
Fez sonhar! 
Algumas dores foram esquecidas!
Algumas questões foram resolvidas!
  
Tudo bem!
Bem zen!
 
O jornaleiro trouxe uma notícia
Que não merecia importância! 
Um sinal abriu as portas pra algum paraíso!
Tudo agora é só sorriso!
Uma voz acalmou!
Alguém se apaixonou!
O cristal refletiu um semblante de amor!
Ninguém pensa em dor!
 
Nenhum segredo no escuro!
Existe um poema no muro!
Alguns pratos no chão!
A felicidade de um cão!
Outras tigelas na mesa
E doze cadeiras bailando!
Alguém continua cantando!
 
Tudo bem!
Bem zen!
 
Eu sou apenas um fugitivo dessas ganâncias!
Dessas ignorâncias!
De alguns aconchegos ou de qualquer tipo de vaidade!
Essa é a minha estranha felicidade!
 
Um cigarro esquecido!
Um beijo querido! 
Meu amor em suas mãos!
Quatro perguntas sem respostas!
 
Tudo bem!
Bem zen!
 
Ofendemos o mal 
E o diabo se irritou!
Deus nos abençoou!
 
Alcançamos o sonho
Porque a alma fez por merecer!
Esse é o nosso entender!
 
Tudo bem!
Bem zen!
 
Bem assim:
 
Um alguém sem ninguém!
Um talvez esquecido!
Dois talheres se amando!
Uma noite bem-vinda!
O gosto de uma chegada!
Uma força secreta!
A ideia de uma partida!
Tantas coisas banais!
Um mundo de muitos animais!
 

 
*****A Tarde!*****
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Enfim...
Pra mim
A tarde é assim...
 
Põe lágrima na poesia!
Que magia!
Deixa escapar um sorriso!
Dá sentido ao paraíso!
Anuncia outra primavera!
Reluz quimera!
Muda a paisagem da gaivota!
Leva o mal da curva torta! 
Atrai a solidão!
Tem o gosto da paixão!
Afugenta um problema!
Tem perfume de cinema!
 
Enfim...
Pra mim
A tarde é assim...
  
Faz o pensamento vagar 
Pra algum lugar distante,
Onde o amor foi mais forte,
A canção iludiu 
Ou algum anjo sumiu!
 
Enfim...
Pra mim
A tarde é assim...
  
Dá beleza à lágrima que despencou
Da folha da orquídea!
Mostra o brilho da larídea!
Agita um pardal!
Tem jeito de alto-astral!
Dá um beijo num coração cansado!
Procura a emoção do passado!
 
Enfim...
Pra mim
A tarde é assim...
 
Dá brilho à fotografia
Desse colorido de arco-íris! 
Gosta da dança dos colibris!
Tem a paixão da rosa!
Tem o gosto da framboesa!
 
Enfim...
Pra mim
A tarde é assim...
 
Nunca é tarde demais
Pra sentir no coração
Aquela sensação
Que dá mais emoção!
 
Que o beijo doce
De um fim de tarde,
Nunca demore a voltar
 
Pra esse coração tão sonhador!
Tão cheio de amor!
 
Enfim...
Pra mim
A tarde é assim...
  
Deixa o cão melancólico!
Faz o menino feliz!
Põe cor na ideia
De alguma cabeça!
Tem dois copos solitários
E alguns corações apaixonados!
  
Anjo da paz! 
Anjo da tarde!
Sonho que satisfaz!
 
Enfim...
Pra mim
A tarde é assim...
 
Nunca é tarde
Pra você se surpreender
 Com as belezas da tarde!
 

 
*Brilha Luz
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Brilha Luz!
Existe algo que seduz!
Brilha o seu sorriso!
Tu és um paraíso!
Brilha o meu olhar!
Eu quero te amar!
Brilham as coisas que temos em comum!
Entre nós não existe medo algum!
 
Brilha a canção! 
Um sol de verão!
A lua da paixão! 
Céu de amor!
Coração sem dor!
 
Porque é bom bailar na ventania!
Fazer folia!
Porque é bom dançar na chuva!
Saborear a uva!
Porque é bom amar as flores!
Falar de amores!
Porque é bom sentir amor!
Se libertar da dor!
 
O azul tem sabor de aventura!
Tem brilho de formosura!
 
No anil eu encontrei a minha paz!
Isso me satisfaz!
 
Nos seus lábios:
O fogo da paixão!
Haja coração!
 
Em tantos gestos:
A vontade de se entregar!
Será que eu vou errar?
 
Brilha a luz
Que me conduz!
 
Espuma da cerveja!
Sabor de cereja!
 
Fantasias de dois corações:
Inspiração pra tantas canções!
 
A minha estrela da paz: 
O seu doce olhar!
Eu quero te beijar!
 
Parabéns pra quem insiste em sorrir,
Mesmo sentindo uma grande dor!
Que nunca falte o amor!
 
Brilha a luz
Que reluz!
 
Foi assim que eu quis!
Agora eu tenho uma estrela feliz!
 
Champanhe nessa mesa!
Amor de sobremesa!
 
Todo mal tem seu preço!
Todo bem é bem-vindo!
A sua paz é bem-vinda! 
Nós somos tão únicos!
Alguém disse que nós somos perfeitos!
 
Nós somos tão felizes! 
Às nossas vontades:
Sempre tão fiéis!
 

 
  
*VI
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Vi...
  
A inveja chegar numa ventania de agosto
E se despedir aos risos, 
Como se fosse uma bruxa selvagem!
 
Vi...
Um coração triste e brando, 
Sofrer por causa das mãos da maldade,
Exaustivamente!
  
Vi...
A ganância se disfarçar de caridade
Pra atrair a amizade do tolo!
 
Vi... 
O culpado esconder os erros da prostituta,
Se vingar no fraco e amaldiçoar o inocente!
 
Vi...
A sentinela dizer que é de Deus
E no mesmo instante,
Se alegrar com a crueldade!
  
Vi...
O amargo fingir ser gentileza, 
Com o intuito de ferir o coração necessitado!
 
Vi... 
Os nomes das santas
Desenhados nos muros das cadelas!
 
Vi...  
O nervosismo atormentar as mentes privilegiadas! 
 
Vi...
Carrascos unidos
Cavando as suas próprias covas!
 
Vi... 
O fracasso das flores
Em cada espinhada!
 
Vi...
O alerta dos olhos que cultivam a paz!
  
Vi...
O covarde abandonar o medo, 
Se agarrar às suas armas e maltratar um exército de demônios!
 
Vi...
O amor diluindo o ódio!
Um herói chorando!
Um mistério sendo desvendado!
 
 

 
 
*Vamos Escrever!
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Vamos?
 
Vamos escrever...
 
Eu escrevo a canção que fala dos amores imortais!
Você dita as regras do amor verdadeiro!
 
Vamos escrever...
 
Qualquer frase banal
Que possa trazer alegria!
 
Um verso qualquer
De uma poetisa espetacular,
Ou um trecho de um poema
De um aprendiz de poeta!
 
Corações deliram
Nessa lua
Que é só sua!
 
Um caracol
Ainda canta feliz
No meu sol!
 
Amores que partiram
Não deixaram saudade, 
Porque foram amores
Que não souberam amar!
 
Quero mais de uma primavera!
Quero bem mais que uma quimera!
Porque um sonho bom
Faz bem pra alma!
Porque um coração sensato
Tem um brilho muito especial!
 
Vamos escrever...
 
Um pouco de tudo!
Antes tarde
Do que nunca!
O nada esquecido!
 
Nessa pétala de rosa
Eu deixo a minha assinatura 
E espero um novo verão
Nesse meu coração!
 
Vamos...
 
Acreditar que a fórmula do amor
Ainda está escondida
Numa galáxia distante, 
Ou num planeta desconhecido!
 
 

 
 
*A Sertaneja
(Claudionor Araújo da Silva)
  
Good afternoon! 
My beach is the hinterland!
  
Colo o meu sorriso na porteira de aroeira!
Eu adoro a poeira!
 
Rolo lá no pasto!
Dele eu nunca me afasto!
 
Colho um algodão
Que tem cheiro de paixão!
 
O olhar da perdiz me diz: 
“- Aqui você é feliz!”
 
Eu sou a sereia da lagoa!
Lá o canto da seriema ecoa!
 
Eu vejo o brilho do jasmim!
Ele insiste em sorrir pra mim!
 
Eu gosto de ver a chuva caindo,
O sol sumindo e uma nuvem partindo!
 
Trago no meu coração
Uma dose de emoção,
Um pouco de compaixão
E mania de perfeição!
 
Acredito em qualquer lenda! 
Deixo a minha oferenda
Lá na capela amarela!
 
Gosto do meu alazão!
Um brilho de palha dourada,
Esse amigão traz
Na crina e na cauda!
 
 
Gosto da visita do beija-flor!
Ele me chama de amor,
Espanta qualquer dissabor,
Anuncia outra primavera e parte sorrindo,
Dizendo que eu sou a sua amizade sincera!
 
Um sol de inverno: 
O meu amor eterno!
 
Céu de outono: 
João-de-barro no abandono!
  
Lua de verão: 
Toda a loucura de uma paixão!
 
Na minha solidão:
Uma viola ou um violão!
 
Numa vitrola:
Uma doce canção!
 
I am hinterland!
I love the interior!
 

 
 
 
 
*A FILHA DO POETA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
No meu sol tem que ter samba, suor, mulato e cerveja! 
Eu gosto de misturar o azul com o sabor da cereja!
De alguns olhos castanhos
Eu posso sentir o perfume do amor!
 
Um dia de festa!
 
No meu copo:
O sabor de um beijo!
Quanto desejo!
 
Na minha roupa:
Um toque de sensualidade!
Que felicidade!
 
À sombra do meu pé de laranja lima,
Com muito carinho,
Eu espero o meu canarinho!
 
Porque o gosto da vida
Vem daquilo que o meu coração tem de bom pra ofertar!
Eu gosto de agradar!
 
Porque amanhã
O universo vai fazer esse meu coração
Mostrar que eu tenho uma essência poética!
Que eu sou sinônimo de ética!
 
Não me peça pra ir embora! 
Eu quero que o perfume das rosas vermelhas
Enlouqueça essa minha alma sonhadora!
 
Colo a sua sabedoria
Ao lado da minha ingenuidade! 
O meu presente favorito:
A doçura de uma saudade!
 
Um flashback essa noite 
E eu esqueço de vez a lágrima que ontem,
Daqueles olhos azuis,
Eu vi cair!
 
Um segredo?
Eu escondo
Na beleza de uma orquídea!
  
Fecho os olhos e te entrego a minha mão, 
Pra você escrever nela o refrão de uma canção,
Que irá fazer parte do meu futuro!
  
Num coração maduro: 
Amor genuíno, amor romântico ou amor verdadeiro!
 
Agora:
Um abraço!
 
Quando vierem as suas luas de solidão,
O calor do meu beijo
Com certeza irá dizer,
Que essa minha alma poética
Tem a força de uma paixão certa!
 

 
  
*O ESTRANHO
(Claudionor Araújo da Silva)
  
Hi!
My profession:
Weirdnesses and nothing else!
  
O sol já está partindo e os meus olhos vão se fechar!
A sua sinceridade me fascina!
 
Se eu me concentrar na sua energia, 
Certas coisas desse seu futuro,
Na minha mente vão estar presentes!
 
Meu momento preferido?
Numa madrugada:
Dois ou três goles de café e o carisma de uma solidão!
  
Se existirem ares de perseguição, 
Cada assassino vai saborear a sua própria carniça!
 
Posso sentir que os seus passos se aproximam de mim,
Porque nos meus pensamentos
Eles já estão presentes!
 
Quando você quiser se aproveitar das minhas tolices, 
Verás que eu não sou tão tolo assim!
 
Quando uma voz fere a minha alma,
Digo adeus ao dono desse semblante!
 
Seu passado?
Depois que eu avalio o seu jeito de andar e de falar,
Tudo o que pra mim,
Tu dizeres,
Não vai ter sabor de novidade!
 
Amo... 
 
Quando sou esquecido!
Quando me sinto seguro!
Quando sonho com o meu futuro!
 
A minha festa?
 
Uma canção que me faz lembrar de alguém importante!
A alegria de um colibri num dia sem sol!
Um poema bem feito!
A brandura de um coração!
 
Weirdnesses...
 
Me acompanham! 
Podem te favorecer!
Vão embaraçar pensamentos!
 
Às vezes, adocicam!
Às vezes, amargam!
 

 
  
*O Pianista
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Já passa da meia noite...
 
Não!
 
Por que tão de repente
Eu não quero adormecer?
 
 
Nesta madrugada
Uma nova flor já está sorrindo
No bosque dos apaixonados!
 
Que lua é essa?
 
Lua de tragédia? 
De momentos importantes?
Lua que me inspira!
 
Lua que ilumina o meu doce piano!
 
Hoje?
 
Eu tenho a intenção de acalmar!
Eu não quero conflito!
  
O vento vai levar a minha canção...
  
Se a garoa cair, 
Eu vou ser a gota de orvalho
Que pousa na folha da paineira!
 
Se a coruja piar, 
Eu posso ser a sombra de suas asas
Nesta escuridão!
  
A bebida que me aquece
Me desafia a tocar, por mais uma vez,
A canção que chama o nome de alguém!
 
Se ninguém me ouvir,
Sete dessas minhas notas musicais
Vão chorar, mas eu vou sorrir!
 
Posso ser apenas meditação 
Ou qualquer coisa que me tire daqui!
 
Aquela nuvem passageira
Vai guardar o meu som e com certeza,
O coração de um anjo,
Muito mais aquecido,
Agora irá ficar!
 
Dó dó sol sol lá lá sol sol
Fá fá mi mi ré ré dó
 
Dó dó sol sol lá lá sol sol
Fá fá mi mi ré ré dó
 

 
 
*NUM DESSES DOMINGOS
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Num desses domingos...
 
Talvez seja importante viver uma alegria a mais... 
 
De que adiantam aqueles sorrisos,
 
Se as feridas do coração insistem em não cicatrizarem?
 
Talvez tenha que existir um momento de reflexão...
  
Se for apenas tempo perdido, 
Não vai valer a pena deixar o tempo passar!
 
Não ver a manhã?
Triste demais!
 
Vai existir aquele vento
Que a todo instante
Te chama pra vida!
 
Num desses domingos...
 
Uma visita importante?
 
Com certeza
Alguém desinteressante!
 
A mesma história comum
Que não preenche o vazio do coração!
Os mesmos dilemas!
 
Num desses domingos...
  
Foi aquele poema que alguém escreveu...
  
Logo cedo,
Uma garrafa de cerveja no portão
E talvez aquela mesma ladainha,
Que retrata os fatos da noite passada!
 
Já passa do meio dia
E o mendigo não arreda o pé da sua calçada!
 
Já passam das dezesseis horas
E o som da festa já está incomodando!
 
Num desses domingos...
Esqueci as dores e de repente,
Algo bom lá do passado
Se apossou de mim!
 
Ah! 
Um voo de gaivota!
Uma rã espiã!
 
Qualquer coisa que fez a melancolia
Se desprender dessa minha alma!
 
 

 
 
 
*A MATEMÁTICA DA ANGÚSTIA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Encontrada dentro de um copo descartável,
Numa folha de caderno
Toda amassada, 
A MATEMÁTICA DA ANGÚSTIA foi uma redação
Que alguém escreveu em sala de aula!
 
Como a importância que o autor deu
Ao texto acima mencionado,
Foi muito pouca,
Um pouco de terra,
Dentro do copo,
Completava a ideia de que aquela proeza
Era proveniente de uma alma cheia de desafeto e solidão!
 
O trecho mais intrigante da narrativa
Dizia, mais ou menos, isso:
 
“-Eu acreditei na felicidade! Escolhi um dia da semana
Pra esquecer todas as lágrimas, mas o dia que eu escolhi,
Por incrível que pareça, é o dia em que eu sempre tenho que chorar!
Me enganei, quando resolvi apostar na alegria
Que alguns corações me ofereciam!
Algumas pessoas acreditam que eu sou completamente dominado
Por algumas tolices que me tiram do sério!
Sentado aqui nessa cadeira eu vejo muitos olhos de brilho promíscuo!
Olhando pra certos semblantes só vejo ganância, inveja e hipocrisia!
Vou buscando dentro de mim a paz que eu deixei escapar pelos vãos dos dedos!
Vou tentando esquecer essas coisas, que agora, me deixam mais triste!
Aquela mesa mais aquela cadeira e essa caneta, menos qualquer tipo de alegria
Mais um bocado de tristeza, deram como resultado dessa equação simplória,
Esse texto ridículo que merece nota zero, porque foi feito por alguém
Que na vida é totalmente desprivilegiado de todas as coisas boas do mundo!
Bêbados tratam dos seus copos da mesma maneira que lidam com os problemas da vida!
No jogo das flores os tolos perdem a paz, porque se iludem com alguns ares de alegria!
Com esse copo faço uma melodia
Que entra em sintonia com a canção do pica-pau!
Quisera eu que esse texto fosse inspiração pra letra de uma canção! 
Quisera eu que daqui a pouco o universo me estendesse a mão”.
 
Pra não sofrer depois
É bom ir prestando atenção aos pequenos detalhes da vida! 
Alguns problemas de caráter são genéticos!
Algumas pessoas mudam, radicalmente, o modo em que se comportam
Diante das situações do dia a dia!
 
Dias desprovidos de ternura
Só chegam pras pessoas que não ofertaram o melhor si
Em suas vidas!
 
A origem de todo problema
É a falta de amor!
 

 
 
*DEIXA ASSIM
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Deixa...
Deixa assim...
 
Talvez agora só porque a cotovia piou,
Tudo seja motivo de felicidade!
 
Deixa assim...
Assim mesmo!
 
Longe do seu calor,
Do seu sorriso,
De tudo aquilo que foi de coração
Ou das coisas que eu ainda não me esqueci!
 
Deixa!
 
Eu só sei que algumas lágrimas já se aproximam!
 
EVITE O MEU SOFRIMENTO DIANTE DE TI!
 
Ah!
Essas flores...
 
De repente resolvem,
De uma hora pra outra,
Tirar o véu que encobre os seus sentimentos!
 
Assim mesmo!
 
Eu não sei se eu era o sonho...
 
Mesmo assim:
Felicidade!
 
Porque eu acertei os meus passos!
Porque já nos conhecíamos!
 
E quando a poeira me avisar
Que a semente da felicidade,
Em mim, morreu,
Vou abrir os braços pra ventania e gritar:
 
“- A SINCERIDADE SEMPRE ESTEVE COMIGO!”
 
Pia!
Pia outra vez, cotovia!
 
Só não venha me dizer
Que esse é o seu último entardecer!
Volte amanhã!
 
De repente, depois que noutra tarde, eu me despertar!
Antes do sol adormecer!
 
 

 
 
 
*E AGORA, ELA?
(Claudionor Araújo da Silva)
 
De perfil interessante!
Energia cativante!
 
Diz que o amor está no ar!
Você tem que acreditar!
 
Numa noite quente
Ela é doce e envolvente!
 
Nessa dança lenta,
Às estrelas, ela se atenta!
 
Pode até te conhecer
Só de olhar para você!
 
Diz que é a inspiração
De alguém que é compreensão!
 
E AGORA, ELA?
 
Mescla charme e justiça!
É o alvo da cobiça!
 
No verão,
É poema do coração!
 
Na areia dourada,
É sereia encantada!
 
E AGORA, ELA?
 
É o anjo que protege!
É a canção que rege!
 
Pra alguém ela é aquela
Que tem cheiro de canela!
 
Pro poeta ela é a brisa
Que atiça o coração,
Refresca a alma
E inspira uma ilusão!
 
E AGORA, ELA?
 
Faz você imaginar
Se ela é real ou fantasia!
Se ela é o seu sonho e a sua alegria!
 
O nome dela eu não sei,
Mas sei que ela tem
Sobrenome de rei!
 
 

 
 
 
*AINDA PODEMOS SER MAIS
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Sim!
Podemos ser mais!
 
Algo me diz que as sombras da maldade
Podem, muito facilmente, ser afastadas!
 
Um dia desses, o gnomo das florestas
Deixou um sinal importante
Lá perto do riacho...
 
“- Deixe fluir uma energia boa e tudo bem!”
 
Ainda podemos ser mais!
 
Mais inteligentes!
Menos arrogantes!
Mais compreensivos!
Mais tolerantes!
Menos impacientes!
 
Por amor,
Outra vez retorna o beija-flor,
Trazendo em seu bico
Uma nova gota de orvalho,
Pra alimentar a orquídea ferida!
 
Qual é a sua angústia?
 
Aquilo que prejudica o próximo
Não vai te fazer feliz!
 
Ainda podemos ser mais!
 
Pra saborear a verdadeira felicidade!
Pra ser merecedor de uma grande amizade!
Pra plantar a semente dos bons frutos!
 
O girassol morreu
Porque lhe foi proibido
O brilho da lua!
 
SER MAIS!
 
E então...
 
A sua própria canção
Irá te emocionar!
 
O seu sorriso vai ser mais sincero!
 
The flower you planted last spring,
Will smile next summer!
 
 

 
  
*OS GATOS SABEM
(Claudionor Araújo da Silva)
 
 
Os gatos sabem...
Ah!
E sabem, mesmo...
 
Dos seus desapegos!
Das suas loucuras!
 
Das suas sombras
Nas suas noites de solidão
E nos seus momentos de ternura!
 
Sabem dos seus erros
Nesses seus momentos mais íntimos!
 
Sabem...
 
Dos seus remorsos!
Dos seus medos,
Dos seus desafios e de todas as suas aflições!
 
Los gatos saben...
 
Sabem te vigiar!
 
Eu até posso ver um gato siamês,
Bem perto de uma cortina azul,
Observando os seus passos,
Enquanto nos seus olhos
A ira é total!
 
Os gatos sabem...
 
Do seu amor de primavera!
Do seu sorriso
Enquanto o seu abraço acariciava as rosas!
 
Los gatos son fascinantes
Porque son sensibles e inteligentes!
 
Um gato solitário
Que mia ao passar por um trieiro de jasmins,
Numa noite de lua cheia,
Pode estar apaixonado,
Com o coração, por demais da conta, aflito!
 
E eu?
 
Puedo sentir en la piel
Toda la desesperación que se siente este gato!
 
Não!
Não tenha medo dos olhos azuis desse gato persa,
Porque eles vão te mostrar o caminho da coragem,
Sem os seus desatinos!
 
 

 
 
 
*Lá, Depois Daquela Curva
(Claudionor Araújo da Silva)
 
O orvalho da noite passada
Ainda caía das pétalas da acácia amarela e o vento do outono,
Congelava as mãos do velho que vinha ao meu encontro!
 
Guiados por um raio de sol,
Os meus olhos se encontraram com a curva!
 
Aquela terra batida...
 
Foi lá que o menino esperou
Por aquela que agora, ele chama de amor!
 
Ah!
 
Guerreiros, depois daquela curva,
Lutaram nas noites de lua nova
E nos dias de sol ardente,
Contra os demônios que perseguem a paz do nosso viver!
 
Ainda está lá,
Depois daquela curva,
A casa de alguém,
Que alguns dizem que é ninguém,
Que algumas chamam de meu bem
E outros pedem um AMÉM!
 
Escrevo num papel azul
Um segredo importante,
Que num outro amanhecer,
No voo de um colibri
Com certeza vai viajar
Pra enfeitar lá,
Depois daquela curva,
A doce azaleia rosada!
 
Quando chove
Eu penso naquele bem-te-vi,
Que no mês passado
Construiu o seu ninho no telhado da capela,
Que ainda está lá,
Depois daquela curva!
 
Lá, depois daquela curva,
Alguns amores foram esquecidos!
Algumas dores sumiram,
Mas as lágrimas ainda existem
Porque quando o vento traz o perfume do flamboyant,
Alguém se lembra do tempo de infância e o coração chora!
 
Lá, depois daquela curva,
Eu tive medo de amar!
O meu coração quis cantar e o ódio de um olhar,
Eu tive que suportar!
 
 

 
 
 
*Que Pena!
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Talvez a última pena que eu tive,
Foi de ver alguns olhos castanhos chorarem,
Por não serem compreendidos!
 
Talvez seja triste
Ver uma pena, que solitária, vai,
Enquanto a tarde fria cai
E a brisa da última chuva do dia
Me traz o perfume do jasmim!
 
Pena?
É sentir medo de si próprio!
 
Te vejo no silêncio de um quarto,
Refletindo sobre os acontecimentos do seu passado,
Olhando pro espelho e dizendo:
“- Que pena! Ontem eu estava tão feliz!”
 
Outra pena é saber que as minhas rosas vermelhas morreram,
Assim tão de repente,
Mesmo antes da chegada da primavera!
 
Ainda chora a gaivota!
Que pena!
Chegou ao seu ninho,
Porém o mesmo estava vazio!
 
Que pena!
Não pude ver o sorriso sincero,
Porque as minhas manhãs foram traiçoeiras,
As minhas tardes foram sombrias
E as minhas noites foram amargas!
 
Pena?
É quando chega o fim da festa!
É viver sem alegria!
É morrer sem saber viver!
É sofrer por pura obsessão!
 
Eu ouço o lamento de um cão
E me vem esse sentimento de pena!
Eu ouço a canção que fala dos amores infiéis
E tenho pena de alguém!
Volto ao mar pra ver se ainda eu encontro
O barco dos romances proibidos,
Mas tenho pena do colibri que morreu
Assassinado pelo sal das águas mórbidas!
 
Ah!
Chega de pena!
 
Amanhã eu te digo:
“- Aquelas dores do meu passado?
Já nem me lembro mais!”
 
Hoje eu sinto pena!
Amanhã, alegria, certamente eu vou ter!
Amanhã?
Eu preciso viver!
 

 
 
 
*****Leva!*****
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Leva!
 
Faça de conta que é só um cravo
Que murchou numa bandeja abandonada!
Ignore as lágrimas,
Que dessas pétalas,
Poderão cair!
 
Leva!
 
Se ele sorrir excessivamente,
Verás o desatino açoitar o seu espaço a todo instante!
 
Acredite!
 
Tu levarás a força da inteligência!
O gosto pela madrugada fria!
A certeza de um carma!
Mania de solidão!
 
Sim!
 
Tu levarás uma alma de gladiador!
 
Leva!
 
Bem
Perto de ti ele deve ficar!
O seu lugar é onde se possa compor,
Todos os dias, algum poema de amor!
 
Vai!
 
Leva também essas fortes correntes,
Pra que você possa aprisioná-lo,
Quando o seu coração for ferido!
 
Ah!
 
Quando tu partires,
Eu não vou sentir saudade
Dessa aura que é puro desprezo!
 
Leva!
 
Ansiosamente, outro tolo, esperarei,
Pra que eu possa dizer, da boca pra fora:
“- YO TE AMO!"
 
Eu tentei, falsamente,
Ser a paz desse sorriso,
Mas há algo nessa alma que repulsa a ilusão!
 
Leva!
 
Porque uma louca agonia
Se apossou da minha alma,
Quando eu não encontrei nesse olhar
O brilho da doce ingenuidade!
 

  
*ELA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Alguém me disse que ela não vive sem um romance proibido!
Posso até ter percebido!
Alguém sabe dos segredos que fazem parte do passado dela!
Contos de Cinderela?
Alguém disse que é fácil demais,
Certo alguém de repente,
Por ela se apaixonar!
Será que eu também vou amar?
 
Se não faltam cerejas pra enfeitar esse bolo,
Toda frase pode ter sabor de outra vez ele e ela!
Eu acredito nessa novela!
Essa brisa me traz cheiro de quero mais!
Será que me satisfaz?
 
Cuidado com o doce que essas flores ofertam!
Cuidado com o perfume que elas exalam!
Porque você pode se calar!
Porque você pode se afadigar!
Quase sempre existe o aroma de
Faz de conta que eu te amo
E é por isso que eu te chamo!
 
Ah! Esses sinais... 
Tão normais!
 
Estão claros nas portas!
Nas tabernas!
Nem se importam com as dores
Desses sofredores!
São apenas sintomas de mesmices ou de vingança!
Quanta desconfiança!
 
Hoje ela diz:
"- O universo grita ao meu favor!
Que não haja nenhum temor!
Existe no sol o vermelho da paixão!
Adeus solidão"!
 
Vejo em seu semblante as seguintes frases:
Deixa os tolos se preocuparem!
Porque é melhor fingir
Que essas impurezas não existem!
 
Voltei às pradarias pra ver se eu encontrava ela,
Mas de repente a tempestade trouxe a dor,
Quem em tempos outrora,
Me aterrorizou!
Nada se modificou!
 
Expulso ela dos meus sonhos!
Dos meus caminhos!
Se propositadamente fui ferido,
É porque o destino quis assim pra mim!
Foi preciso sentir esse amargo,
Pra alma se libertar de alguns males!
Pra eu respirar outros ares!
 
Novas tardes virão!
Outros amores surgirão!
Outro bem-te-vi vai se alegrar!
Se a garoa tiver sabor de dor,
É melhor que eu seja solidão!
 
Só lembranças amargas?
Talvez!
Tudo tem a sua vez!
 
As madrugadas vão me curar!
Outros sabores virão!
A alegria de um olhar,
Com certeza ela vai ser!
Esse é o meu querer!
 

 
 
*CAMINHO ASSIM
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Caminho assim...
 
Talvez pra esquecer esses sonhos que são tão sinceros!
Talvez pra esquecer você!
 
Caminho assim...
 
São coisas que precisam, urgentemente, de emendas!
Tão presentes agora,
São os fatos do passado!
 
Caminho assim...
 
Porque te vi na praça da desilusão!
Porque existe um lobo em ti!
 
Caminho assim...
 
Porque eu preciso mudar de rumo!
Porque nas penumbras da minha alma
O seu nome está escrito!
 
Caminho assim...
 
Buscando a lágrima sincera!
Murmurando a canção que me acalma!
 
Caminho assim...
 
Fugindo das suas esquinas!
Dizendo adeus às suas loucuras!
 
Caminho assim...
 
Assim tão só!
Tão eu!
Tão triste!
 
Vou...
 
Ao encontro de alguém que encontrou a paz,
Pra me certificar que a sorte me acompanha!
 
Porque um “querer” me perturba!
Porque o relógio me castiga!
 
Caminho assim...
 
Fazendo de conta que o vento está calmo,
O sol se escondeu e a tarde já acabou!
 
Caminho assim...
 
Pra longe de ti!
 

 
 
*No outro Dia
(Claudionor Araújo da Silva)
 
Num dia desses…
Naquele dia…
No outro dia…
Uma certa harmonia!
 
No ar,
O vermelho desbotado dos colhereiros
Se contrapunha ao colorido da energia que ficou
A iluminar!
 
Na testa:
A palavra inocência!
Na voz:
Quero tudo outra vez!
Na alma:
Não vou te esquecer!
Quero mais desse amanhecer!
 
No outro dia…
 
Certos pardais beliscavam
Aquelas amargas cascas de laranja!
Certas canções ainda estavam presentes nos corações!
Os olhos não negavam ternura
Porque por alguns instantes
As dores foram esquecidas!
Foram sufocadas!
 
Eu gosto da poesia!
O poeta mexe com a imaginação!
Pode alegrar um coração!
 
Ah!
No outro dia…
 
Eu já sabia dos arrepios e das risadas!
Preferi fugir dos jogos de azar!
Um anjo me mostrou um outro caminho,
Onde eu pude ter mais carinho!
 
E nessa primavera tão iluminada,
Na sua noite de loucuras
Eu sou o seu escravo sem pudor
E digo: “- Hoy soy el sabor del amor”!
 
Num dia desses…
Naquele dia…
 
No outro dia…
 
Encontrei as marcas dos suores
Naquelas velhas colchas bordadas!
Tão amassadas!
 
E agora?
Nem me pergunte dos travesseiros!
Eles são as testemunhas mais confidentes
Desses segredos que não posso contar!
Que eu tenho que guardar!
 

 
 
*A LOUCA
(Claudionor Araújo da Silva)
 
De repente, bem ali estava a louca!
Tinha nas mãos uma frase de amor!
Em seus olhos eu notei toda a força da sinceridade!
 
De repente, bem ali estava a louca!
Dizia amar as tulipas!
À tardinha
A louca se vestia de esperança e fé!
 
Um aventureiro me disse:
 
“- Está vendo aquela ponte?
Lá a louca prometeu pra si mesma,
Que jamais irá chorar por amor”!
 
De repente, bem ali estava a louca!
 
Olhou pra mim e disfarçou o sorriso!
Tentou encobrir as cicatrizes do rosto,
Com as sombras de uma tarde fria!
Mudou de nome
Porque o seu passado é obscuro!
 
De repente, bem ali estava a louca!
 
Louca pra amar!
Louca pra dizer
Que alguém diferente,
Certamente ela encontrou!
 
De repente, bem ali estava a louca!
 
Se encheu de atitude!
Me levou noite adentro!
Esqueceu de parar!
Começou a me odiar!
 
Ali estava a louca
Que me deixou escravo das suas manias!
Disse muitas verdades,
Mas quando eu abri o livro da sua vida,
Se encheu de ira e de maldades!
 
Ah!
As loucas...
 
Às vezes refrescam a alma!
Às vezes simbolizam ternura!
Algumas vezes são odiadas!
Tantas vezes já foram amadas!
 
Por muitos, desejadas!
 

 
*E CHEGA OUTRA PRIMAVERA...
(Claudionor Araújo da Silva)
 
E chega outra primavera...
 
E com ela vi também chegar
A frase que alguém fez questão de mostrar,
Numa manhã escura e triste!
Palavra que persiste!
 
E chega outra primavera...
 
E no ritmo de uma nova canção
Vejo o meu colibri bailando,
Perto da flor que chegou com essa doce estação!
 
E chega outra primavera...
 
Trazendo na pele: Você, eternamente!
Dizendo adeus aos falsos amores!
Querendo que eu compre,
Depois de tantos rumores,
As ilusões desses sofredores!
 
E chega outra primavera...
 
E na tarde chuvosa
Outra brisa manhosa
Me trouxe o seu DOCE PERFUME!
 
E chega outra primavera...
 
E lá fora eu encontro os mesmos dilemas!
Nas noites de solidão
Eu escrevo outros poemas!
 
E chega outra primavera...
 
E depois de amanhã
O seu olhar vai me dizer:
“– EU ENTENDO O SEU SOFRER”!
 
Quando olhei em seus olhos
Pude ter a certeza,
Que mais cedo
Ou mais tarde,
Eu iria entender os seus anseios!
Porque às vezes o girassol não quer olhar pro sol!
Porque nem toda estrela é o que parece ser,
Quando nesses mares de primavera,
Encontram-se perdidos em algumas praias,
Outros marinheiros!
 
E chega outra primavera...
 
Dentro de mim: OUTRA PRIMAVERA!
Talvez no próximo verão: OUTRA DOCE QUIMERA!

64
 

 
 




 

 
FIM!