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 *****

 SEMPRE

EM CONSTANTE

ATUALIZAÇÃO!

*****
(BRASIL)

(CAMPO GRANDE)

(MS)

*****
COPYRIGHT

BY

CLAUDIONOR

ARAÚJO

DA

SILVA

Poesias003

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01- O PÂNTANO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Na lua cheia,

Na calada da noite,

No tempo da primavera,

O pântano é mágico e misterioso!

 

A brisa leva a canção das rosas!

Luzes brilham por toda parte!

 

À meia-noite, A FADA DO AMOR,

Vem brindar a vida!

 

Então, as flores dançam!

Desce a garoa!

As paineiras se agitam

E as cotovias se beijam!

 

Quando tocam os sinos,

Tudo para.

 

Na escuridão,

Bem baixinho,

Os alecrins cantam!

 

 


 

 

 

02- RIMA DE POETA 

(Claudionor Araújo da Silva)

 

  

 

 

 

E esse AMOR?

 

 

 

Bom e ruim,

 

Que parte de noite

 

E nem se despede!

 

 

 

Deixa rastro

 

De SIM!

 

De riso, de dor!

 

E de NÃO!

 

 

 

E esse AMOR?

 

 

 

É mel

 

De outra boca!

 

 

 

Festa

 

De outra gente!

 

 

 

De ida e de volta!

 

 

 

DO ESCURO, UM SEGREDO!

 

DO POETA, A RIMA!

 

 

 

Esse AMOR é tudo!

 

 


 

 

03- FAZENDA PRIMAVERA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Não muito distante,

No pé da serra,

A fazenda primavera,

É paraíso encantado!

 

Festa lá,

É coisa especial!

Sanfoneiro do bom,

Cantor de primeira,

Bebida à vontade

E comida farta!

 

Nos cafezais,

Caboclo,

De prosa boa!

 

Perto dos canaviais,

Roça de milho!

Atrás dos pombais,

Cocheiras!

 

Perdigueiro arteiro,

Potro na relva,

Galinhada no terreiro!

 

Quando desce a garoa,

Nos coqueirais,

Folia de arara,

Borboleta na lagoa!

 

Na lua cheia,

Viola caipira,

Fogueira acesa!

 

À tardinha,

Pescaria,

Banho de rio!

 

Visita,

Lá não falta!

Até gente importante,

Já parou, pra prosear!

 

 

Se quiser conhecer,

Não se sinta intimidado!

Na estrada dos pinhais,

Depois do riacho doce,

O portão azul,

Indica a chegada!

 

 


 

 

 

04- POR DEMAIS, SENSÍVEL

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Sensível demais!

 

 

 

Suor!

 

Palavra!

 

Segundo de solidão!

 

Cabelo!

 

Pronto! Lágrima!

 

 

 

Sensível demais!

 

 

 

Perfume!

 

Voz!

 

Sorriso ou toque!

 

Outra vez, lágrima!

 

 

 

Sensível demais!

 

 

 

Noite de sonho!

 

Dia parecido!

 

Chuva repentina!

 

Fim de madrugada!

 

De novo, lágrima!

 

 

 

Sensível demais!

 

 

 

Canção!

 

Fato!

 

Dor!

 

Poema!

 

Algo, que diz que é seu!

 

 

 

Lágrima!

 

Sensível demais!

 

 

 

Por demais, SENSÍVEL!

 

 


 

 

 

05- BATE CORAÇÃO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Bate coração!

Diante de ti, os ipês se alegram,

Os pardais se apaixonam

E os lobos se calam!

 

Vejo rosas sorrirem!

Ouço a canção que vem dos bosques!

Vejo o sol se aproximar

E a lua chorar!

 

Basta o seu sorriso,

Pro céu se transformar

E os anjos se encantarem!

 

No VALE DO AMOR,

A árvore da vida,

Cultivou a mais bela flor

E em cada pétala,

Gotejou o sabor da sua essência!

 

Bate coração!

 

 


 

 

 

06- TOURO DE AÇO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Pirata sem navio!

Rei sem castelo!

Mar sem onda!

Casa sem porta!

Céu sem cor!

Mundo sem vida!

 

Minhas veredas,

São emboscadas do azar.

 

Prisioneiro da ARENA sem saída,

EU sou o ADVERSÁRIO.

 

Se a MALDADE aplaude,

O DESTINO foge das mãos,

ARMA é INIMIGO

E o TOURO é de AÇO!

 

 


 

 

 

07- OUTRA VEZ: VOCÊ!

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Encontro seu sorriso,

Onde o vento faz a curva!

 

Sinto seu perfume,

Quando cai a chuva!

 

Ouço sua voz,

Quando vem o frio!

 

Te recordo...

No cantar dos pássaros!

A cada alvorecer!

Em todo anoitecer!

 

Te procuro...

Nas manhãs ensolaradas!

Nas tardes de céu lilás!

Nos domingos de outono!

 

Enquanto existirem as rosas,

Vou cultivar em mim,

A flor do amor,

Iluminada pelo brilho do seu olhar!

 

 
 

 
 
 
 

08- O MESMO MAL

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Atacar agora?

 

Vaidade quer CURA,

Mas mostra as garras,

A todo instante!

 

Essencialmente,

Essa alma é escrava

Da inveja!

 

Nesse DOMÍNIO,

Se não chover OURO,

Deve, pelo menos,

Garoar PRATA!

 

Na olaria, o BONECO

Perdeu a perfeição,

Porque o VENTO,

Trouxe a areia da praia!

 

Quando a ajuda

Quer recompensa,

O tempo dedicado

AO AMOR,

É EM VÃO!

 

Sendo assim,

TODO FILHOTE,

Padece DO MESMO MAL!

 

 


 
 
 
 

09- NAS TRILHAS DOS ESPINHOS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Pare!

Espere um Pouco!

 

Antes de ir,

É bom parar

Para pensar,

No que vem pela frente!

 

Beleza ou impaciência!

Dor ou lembrança!

Sonho e momentos!

Tragédia ou insegurança!

 

Na cruel realidade,

Se vier a tristeza, pra que chorar?

 

As hienas estão sedentas,

Necessitadas dos seus deslizes!

 

Os chacais, já não sabem o que fazer,

Porque se viram diante

De uma FERA INDOMÁVEL!

 

Pouco a pouco,

O coração vai aprendendo

 

E o sentimento de FORÇA

Será MAIOR!

 

 


 
 
 

10- VEM

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Vem...

Seu olhar é fascinante!

Seu sorriso me enlouquece!

Sua voz me acalma!

 

Vem...

Porque os beija-flores,

Necessitam do mel

Das rosas!

 

Suas mãos tem

A suavidade da seda!

 

Quando estamos

Frente a frente,

Nossos corações

Se aceleram!

 

 


 

 

 

11- APENAS SOU POETA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Não!

 

Não me olhe assim!

 

 

 

Eu apenas falo...

 

 

 

De amantes, de santas,

 

De erros, de momentos,

 

De lugares, de pecados,

 

Do mal, do bom,

 

Do tempo!

 

 

 

Não!

 

Não me olhe assim!

 

 

 

Eu apenas sinto...

 

 

 

O que há de vir!

 

O que é certo!

 

Onde está o fracasso!

 

Nos instantes: As dores!

 

 

 

Não!

 

Não me olhe assim!

 

 

 

Foi sem querer, que eu falei de você!

 

 

 

Dou asas à imaginação!

 

Mexo com a emoção!

 

Posso trazer IRA!

 

Posso te dar PAZ!

 

 

 

Não!

 

Não me olhe assim!

 

 

 

Apenas, ESCREVO!

 

Apenas, sou POETA!

 

 

 


 
 
 
 

12- ARROGÂNCIA E IGNORÂNCIA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Seguem...

De mãos dadas, na estrada larga,

Semeando ódio,

Distribuindo dores!

 

Como cegos na escuridão,

Necessitados de temperança,

Escravos da SOBERBA!

 

Se o aprendiz,

Finge ser surdo,

O que será do seu DESTINO?

 

Onde há falta de juízo,

Quem manda são as desavenças!

 

Quem ganha é o desafeto!

 

MUNDO DE INTRIGAS!

 

 


 

 

 

13- OS FALCÕES

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Uma noite é muito pouco!

 

OS FALCÕES querem mais,

 

Bem mais,

 

Muito mais,

 

Que uma SÓ noite!

 

 

 

VOAM,

 

Muitas vezes,

 

Curtas distâncias!

 

 

 

Ao amanhecer,

 

Os rastros são inconfundíveis!

 

 

 

GRITAR

 

Muito,

 

Muito mais, ainda!

 

 

 

Não podem faltar

 

AS ÁGUAS!

 

 

 

Algumas vezes,

 

A noite é curta demais

 

E o dia,

 

Também é dos FALCÕES!

 

 

 

FALCÃO:

 

MALANDRO, por essência!

 

 

 

 

 

Encomenda da MORTE!

Ave DESNATURADA!

Dança da PERVERSÃO!

 

 

REALIDADE

QUE

DÓI!

 

 


 

 

 

14- NAQUELA ÁRVORE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

À sombra daquela árvore...

 

Um PERDÃO!

Um TALVEZ!

Algum NÃO!

Outro SIM!

 

À sombra daquela árvore...

 

Um VULTO!

Outra VOZ!

Um PERDIDO!

Outra chuva!

 

À sombra daquela árvore...

 

Um BEIJO!

Um ABRAÇO!

Outra ILUSÃO!

Um SONHO!

 

À sombra daquela árvore...

 

Um TCHAU!

Uma TARDE!

Uma NOITE!

Outra SAUDADE!

 

À sombra daquela árvore...

 

Um NASCEU!

Outro TERMINOU!

Uma REZA!

Outro ADEUS!

 

À sombra daquela árvore...

 

SEGREDO,

PIADA,

DESEJO,

CORPO ARDENTE!

 

À sombra daquela árvore...

 

 


 

 

 

 

15- O DESTINO DE UMA ROSA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Desses temporais,

Dessas ervas daninhas,

Desses animais,

 

SIM,

SOBREVIVENTE!

 

Jardim mal cuidado,

Regado pelo descaso,

Muitas vezes,

Pisoteado pela bardana,

 

SIM,

SOBREVIVENTE!

 

Ah!

Nessas pétalas, tantos nomes...

Algumas vezes, desejo demais!

Outras vezes, só por existirem!

Todas as vezes, aquele querer!

 

Foram tantas as selvagerias...

 

SIM,

SOBREVIVENTE!

 

Apenas é DESTINO!

Talvez seja QUESTÃO DE TEMPO!

Pra que INICIATIVA?

 

Deixa como está,

Afinal de contas,

Uma ROSA VERMELHA,

 

Pode provar,

Que é demais,

De especial!

 

Ser UMA

EM UM MILHÃO!

 

ÚNICA!

 

 

 


 

 

 

 

16- A ILHA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Muito distante...

 

Mesmo assim,

Seu farol me guia!

 

Ah!

Se o MAR fosse sempre SERENO...

Se esse BARCO não penasse

Com temporais...

 

Se valesse a pena...

 

Juro!

Chegaria nessa PRAIA,

Livre

De ARRANHÕES e FERIDAS!

 

Que tesouro, escondes?

 

Pra que se iludir?

 

Certamente,

HORTÊNSIAS,

Já infestaram esse chão!

 

Posso até ver,

As pegadas dos

LENHADORES!

 

Sinto,

A fragrância

Sedutora!

 

Não.

Melhor outra ROTA!

 

Gosto de navegar SOLITÁRIO!

ILHA DESERTA É RARA!

 

Na minha PRAIA,

URZE ROXA,

Traz menos problema!

PRA QUE CORRER RISCOS?

 

 


 

 

 

 

17- LUZ DE UM POEMA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Deixei meu lado são, falar melhor.

 

Busquei calma no mesmo porém, que te faz feliz.

 

Mas a loucura ficou a observar. Só quis sentir.

 

Extraí a última estrofe, daquela composição poética.

 

Aprendi, que noites, são vertigens propositais.

 

 

 

Um segredo, deixa de ser mágoa, casualmente.

 

Mas para ser melhor, entre vira, fica ou vai,

 

É melhor nem pensar em passado

 

E aceitar o presente, que nem ajuda,

 

Nem complica, o que o futuro espera.

 

 

 

Nos vendavais do meu EU,

 

Calei seu lado bom.

 

Expus pra fora

 

Todo nojo dos matagais;

 

Toda forma de sofrer;

 

Toda forma de querer;

 

Toda forma de morrer.

 

 

 

No vacilo,

 

Foi melhor expelir, os vermes da alma.

 

Me satisfaço, agora, só do que SOU.

 

Ponho sobra de tempero,

 

Na última veia de harmonia.

 

Achei minha luz!

 

 


 

 

18- ENTRE NÓS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Melhor assim...

 

 

 

A força do tempo vai equilibrando as situações.

 

Talvez, se agora é ruim, futuramente,

 

Pode ser de proveito.

 

 

 

Se nem todo vento ajuda,

 

A força de vontade deve ser maior.

 

A inveja vai sempre se alvoroçar mais,

 

Porque, essencialmente,

 

Depende de se desgarrar das coisas fúteis.

 

 

 

E vai mais um janeiro,

 

Contando com a sorte,

 

Aprendendo com a vida,

 

Sem medir esforços!

 

 

 

No final das contas,

 

Caminhos largos e estreitos,

 

Terão o mesmo fim:

 

 

 

AQUI JAZEM ALGUNS SORRISOS!

 

 

 


 

 

 

 

19- A DEVASSA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Num primeiro olhar:

 

Uma luz divina.

 

 

 

Se te falta voz,

 

Esse traje colegial

 

Traduz sinceridade.

 

 

 

Mas a essência do seu som,

 

O pequeno deslize, no andar

 

E tantos alvoroços

 

Não negam:

 

 

 

És alma devassa!

 

 

 

Urgentemente,

 

Necessitas

 

Das tendas vulcânicas!

 

 

 

Loba faminta,

 

Mais selvagem,

 

Que as feras!

 

 

 

Quando tudo se cala,

 

É hora de mostrar

 

Novos olhares!

 

 

 

Agora,

 

A pele

 

Tem primor!

 

 

 


 

 

 

20- SEM VOLTA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Não!

Não volto atrás...

 

Na geada de agosto,

Corujas atiraram flechas.

 

Sol a pino

E rosas pisotearam jasmins.

 

Tarde nublada

E lobos sempre à espreita.

 

Não!

Não volto atrás...

 

Noites de maio,

Marcadas pelo

Sabor de uma

PRISÃO SEM FUGA!

 

Agora,

 

As luas vão conhecer

A vingança!

 

As manhãs serão ásperas!

 

Tardes explosivas

São diferentes!

 

Chega!

 

Quando o FERRO FERE,

 

CARRASCO,

É 

SABER OUVIR!

 

 

 


 

 

 

 

 

21- E VOLTO A FALAR DAS FLORES

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Eu

 

Disse NÃO!

 

 

 

 

Expus tantos jardins...

 

 

 

Mas,

 

Por que não falar da

 

Alteia?

 

 

 

Presente

 

No brilho

 

De tantos olhares...

 

 

 

Por que não falar da

 

Amendoeira?

 

 

 

Sempre

 

Tem alguém,

 

Em busca

 

De uma

 

Nova paixão!

 

 

 

Ah!

 

Begônia!

 

 

 

Nos dias de hoje,

 

Tão raro sentimento...

 

 

 

Bromélia:

 

Essência de um POETA!

 

Delfínio:

 

Rei dos aplausos!

 

 

 

Se toda camélia branca

 

Fosse verdadeira...

 

 

 

Mas,

 

É de CORAÇÃO ABERTO,

 

Que entro na chuva

 

Dos cravos brancos,

 

 

 

Pois ARTISTA,

 

Sem TALENTO,

 

NÃO EXISTE!

 

 


 

 

 

 

22- ESCRAVO DE UM VÍCIO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Tão de repente,

Se tornou escravo!

 

Prisioneiro das garras

De um leão!

 

Nessa cruel história,

Cada lembrança,

É um grande castigo!

 

Tentou se libertar,

Mas nenhuma corrente

Se quebrou!

As algemas são de aço!

 

Decidiu se entregar

Ao vício!

 

Às vezes,

A fantasia

É quase realidade!

 

Já deixou tantos rastros...

 

Só há trégua,

Depois da exaustão!

 

Outras vezes, ao ver

O LEITE DERRAMADO,

Pergunta: - Por que tem que ser assim?

 

Quando a ardência

Fascina,

É hora de esquentar

Os nervos!

 

Todos os dias,

O FANTASMA abraça,

E às vezes,

Desiste de partir!

 

Depois

De tantos anos,

Pra que realidade?

Melhor

A ilusão!

 

Nesse DESTINO,

Qual será o fim?

 

O ESCRAVO SÓ TEM UMA CERTEZA:

 

Só a MORTE,

Separa esse casamento!

 

 


 

 

 

 

23- O JOGO DAS JOIAS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Pelos bosques,

 

Pelas alamedas,

 

Pelos trieiros

 

E pelas avenidas,

 

 

 

Deixo o brilho do RUBI!

 

CHEGA!

 

Não quero mais ouvir:

 

- Achei a pessoa errada!

 

 

 

A cada aperto de mão:

 

Um toque de SAFIRA!

 

Estúpidos,

 

Criam

 

Castelos, que desabam

 

Em suas costas!

 

 

 

Entre cães irados:

 

A força da ESMERALDA!

 

Na sola do pé,

 

Uma corda bamba,

 

Faz muita diferença!

 

 

 

Se as PÉROLAS

 

Perderam a essência,

 

Desejo um rio de lágrimas,

 

De felicidade!

 

 

 

A casa de DIAMANTES,

 

É o meu presente!

 

Que seja ETERNO,

 

Todo AMOR!

 

Que bocas ardentes,

 

Nunca se traiam!

 

 

 


 

 

 

 

24- ESSE AMIGO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Ah!

 

Esse AMIGO!

 

 

 

Conhece seu medo;

 

Sua aflição;

 

Sempre junto contigo;

 

Parte do seu passado;

 

Seu melhor presente!

 

 

 

Ah!

 

Esse AMIGO!

 

 

 

Se importa contigo;

 

Cura sua ferida;

 

Gosta desse sorriso;

 

Parte do seu show;

 

É seu paraíso!

 

 

 

Ah!

 

Esse AMIGO!

 

 

 

O impossível, já fez;

 

Abre seu caminho;

 

Muda sua vida;

 

Sua opinião;

 

É seu anjo da guarda!

 

 

 

Ah!

 

Esse AMIGO!

 

 

 

De batalhas vencidas;

 

De momentos alegres;

 

Das horas mais íntimas;

 

De alguns pecados;

 

De tantos segredos!

 

 

 

Ah!

 

Esse AMIGO!

 

 

 

Um calor de verão;

 

Sua primavera;

 

A ideia perfeita;

 

O abraço mais forte;

 

Sua joia rara!

 

 

Esse AMIGO é AMOR!

 

 

 


 

 

 

 

25- CRIMINALIDADE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Vida de Crime...

 

 

 

 

Unissubjetivo!

 

Plurissubjetivo!

 

 

 

De dano!

 

De perigo!

 

 

 

Instantâneo!

 

Permanente!

 

Instantâneo

 

De efeito permanente!

 

 

 

Comissivo!

 

Omissivo!

 

Comissivo por omissão!

 

 

 

Material

 

Ou de mera conduta!

 

 

 

Unissubsistente!

 

Plurissubsistente!

 

 

 

Consumado!

 

Tentado!

 

 

 

Doloso!

 

Culposo!

 

Preterdoloso!

 

 

 

Vida de morte...

 

 

 

Quando a ganância MATA!

 

 

 

Muitos,

 

O ódio MATOU!

 

 

 

Quando a intolerância MATA!

 

 

 

A precisão MATA!

 

 

 

Quando o acidente MATA!

 

 

 

A inveja que MATOU!

 

 

 

Até as rosas se MATAM!

 

 

 

TANTO AMOR

 

QUE SE ACABOU...

 

 

 

A DOR QUE MATOU,

 

UM CORAÇÃO QUE AMOU!

 

 

 


 

 

 

26- NAQUELE TRIEIRO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Naquele trieiro...

 

 

 

Touro atacou!

 

Rosa morreu!

 

Homem se matou!

 

Joia foi achada!

 

Assombração assustou!

 

 

 

Disseram adeus!

 

Alguns choraram!

 

Muitos se alegraram!

 

Árvore secou!

 

Areia se esparramou!

 

 

 

Dedo foi encontrado!

 

Plantou-se algodão!

 

Pipa foi solta!

 

Menino se sujou!

 

Velho levou tropeço!

 

 

 

Sapo se esborrachou!

 

Cobra foi vista!

 

Muitos se embebedaram!

 

Mendigo passou!

 

Loucos gritaram!

 

 

 

Amontoou entulho!

 

Passou a donzela!

 

Acharam veneno!

 

Assassino foi pego!

 

Prostituta fugiu!

 

 

 

Bicicleta se encontrou!

 

Criança correu!

 

Alguém caiu!

 

Buraco abriu!

 

Grilo cantou!

 

 

 

Passou freira!

 

Coelho cruzou!

 

Pardal amou!

 

Mato cresceu!

 

Alguém parou!

 

 

 

Tarado correu!

 

Gato brigou!

 

Alguém esfaqueou!

 

Pessoa nasceu!

 

Deixaram saravá!

 

 

 

Raio chocou!

 

Vento fez curva!

 

Paraquedista desceu!

 

Formiga trabalhou!

 

Cão latiu!

 

 

O tempo PASSOU!

 

 

 


 

 

 

 

27- NO AR

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixo no AR...

 

 

 

Se de repente,

 

Bairro Da Saudade,

 

Avenida Solidão,

 

Alguém diz

 

Numa esquina: - 16:16!

 

 

 

Rápido...

 

Onde encontro

 

JASMIM AMARELO?

 

Tem então, do BRANCO?

 

 

 

Já cansei das 23:23!

 

Que hora ingrata!

 

 

 

Mas se o telefone

 

Me acorda, numa madrugada

 

Fria e chuvosa,

 

Dizendo: - 03:30!

 

 

 

Viva!

 

Que o vento

 

Traga

 

A ROSA,

 

QUE É

 

COR DE ROSA E BRANCA!

 

 

 

Chega!

 

Tristeza já tive,

 

Quando disseram: - 23:32!

 

 

 

Puxa!

 

Pelo menos

 

Alguém na praça,

 

Poderia dizer: - 20:02!

 

 

 

Só pra eu

 

“Correr atrás”,

 

Da ROSA CHAMPANHE!

 

 

 

Não quero ouvir: - 17:17!

 

Chega de decepção!

 

 

Chega de estar diante do NADA

E obrigar-se a fingir, que é TUDO!

 

 

 


 

 

 

 

 

28- NO MEU POMAR

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Amora?

 

Framboesa?

 

 

 

Não!

 

 

 

Castanha?

 

Nem pensar!

 

 

 

Matei cerejeira!

 

 

 

Da romã,

 

Quero apenas

 

FELICIDADE!

 

 

 

Esmaguei morango!

 

 

 

Da melancia,

 

Quero apenas

 

PROSPERIDADE!

 

 

 

Ah,

 

Essa pera,

 

Quanta SAÚDE!

 

 

 

Do figo,

 

Quero apenas

 

REMÉDIO!

 

 

 

Macetei Maçã!

 

 

 

Quem quer melão?

 

Talvez,

 

VIZINHO CIGANO!

 

 

 

Cadê uva?

 

Ali,

 

Na mesa do RÉVEILLON,

 

Beijando abacate!

 

 

 

 

 

Ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 


 

 

 

29- O JASMIM VERMELHO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Assim...

 

Tão de repente!

 

 

 

Pouquíssimos segundos

 

E fico sabendo do

 

Seu passado

 

E do seu presente!

 

 

 

Seu futuro: Posso imaginar!

 

 

 

Também pudera!

 

 

 

Jasmins Vermelhos,

 

Brilham assim mesmo!

 

 

 

Ah,

 

Essa SALA DE FANÁTICOS!

 

 

 

Reino das CRISTAS DE GALO!

 

 

 

Quando o herói faltar,

 

Urgentemente,

 

Me lembrarei do VERMELHO!

 

 

 

Mesmo estando exausta,

 

Seu brilho é tão intenso,

 

Que transforma em OURO,

 

Aquilo, que valor,

 

Não se dá!

 

 

 

E onde estás,

 

Agora?

 

 

 

Talvez até,

 

Pensando na próxima visita!

 

 

 

Noutras SALAS,

 

Flores do seu JARDIM,

 

Já vão estar te esperando!

 

 

 

Ao anoitecer,

 

É hora de DISTRAIR

 

Plateias!

 

 

 

GOOD NIGHT!

 

 

 


 

 

 

 

30- AS PRESENÇAS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Sutil!

 

 

 

Às vezes,

 

Observa

 

Tantos afazeres!

 

 

 

Sempre

 

Sabe

 

O que há de vir!

 

 

 

Sei

 

Quando se irrita!

 

 

 

Posso

 

Ouvir

 

Seu som!

 

 

 

Sua alegria,

 

Está presente!

 

 

 

Vem de um

 

Reino de Paz!

 

 

 

Aponta

 

O caminho certo!

 

 

 

Ah,

 

Meu ANJO!

 

 

 

Se os MORTAIS,

 

A cada dia,

 

Se corrompem mais,

 

Melhor mesmo,

 

É ser FANTASMA

 

E ter as ASAS DO BEM,

 

Refrescando

 

O INFERNO da MALDADE!

 

 

 

Pra desfrutar dessa AMIZADE,

 

Não basta ser HUMANO!

 

A alma tem que ser,

 

Essencialmente SINGULAR!

 

 

 


 

 

 

31- VIROU CANÇÃO:

 

Meu Doce Algodão

 

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Que dia feliz!

 

Que dia legal!

 

Meu doce preferido é algodão,

 

Prá mim.

 

Prá mim.

 

 

 

Acordo mais cedo!

 

Só quero curtir!

 

A nuvem de algodão

 

Doce tão bom!

 

Tão bom!

 

 

 

Sé é azul:

 

Gosto!

 

Se é do branco:

 

Amo!

 

 

 

Azul e branco,

 

Verde ou amarelo...

 

Brasil varonil!

 

O meu céu de anil!

 

 

OUTRA VEZ:

 

 

Sé é azul:

 

Gosto!

 

Se é do branco:

 

Amo!

 

 

 

Azul e branco,

 

Verde ou amarelo...

 

Brasil varonil!

 

O meu céu de anil!

 

 

 


 

 

 

 

32- GERAÇÃO

 

FORÇA E CORAGEM

 

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Texto Produzido Para:

 

*Fernando Henrique*

 

 

 

 

 

Vamos Juntos!

 

A paz depende de nós!

 

A estrela do amor não pode morrer!

 

 

 

De mãos dadas, com a força do SENHOR,

 

Somos invencíveis!

 

Vencemos barreiras!

 

Superamos obstáculos!

 

 

 

Na nossa guerra,

 

Só bomba de flores!

 

Só as armas do BEM!

 

 

 

Alegria!

 

Sorriso é energia!

 

Um brinde à vida!

 

Um abraço no amigo!

 

 

 

Quem tem Deus,

 

Tem tudo!

 

 

 

Vem!

 

Somos leões,

 

Na luta contra o mal!

 

Somos invencíveis,

 

Se temos Jesus!

 

 

 

Bom dia, DIA!

 

Mais um dia de BENÇÃO!

 

Obrigado, Senhor,

 

Por essa noite tranquila!

 

 

 

Vem!

 

O estandarte da VITÓRIA É NOSSO!

 

 

 


 

 

 

 

33- NESSA VIDA...

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Contar uma história?

Sempre bem-vinda!

 

Falar do tempo?

Difícil de entender!

 

E as flores?

Essência perdida!

 

Espinhos se escondem

E a força dos DEVANEIOS,

Leva a grandes DESCONCHAVOS!

 

Um passado

Manchado por erros:

RESUMO DE TANTOS JARDINS!

 

De que vale agora,

ARES de PRIMOR?

 

Até os ESGOTOS sabem,

Que essa FRAGRÂNCIA,

Esteve noutros LENÇÓIS!

 

Basta olhar pra essa ROSA!

 

As evidências

Desses QUINTAIS,

Estão às claras!

 

Só tem-se que dizer:

- É assim mesmo!

 

Aquele brilho?

Só nas POESIAS!

 

Se o RASTRO tem PERFEIÇÃO,

Pode ter CERTEZA:

O verbo que vigora é

DETURPAR!

 

DAR VALOR?

Se não PRESTAR,

SIM!

 

 

 


 

 

 

 

 

34- AS DIREÇÕES

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Pensei AO NORTE!

 

Nem quis!

 

Aquele sinal é evidente:

 

LÍRIO LARANJA!

 

 

 

JACINTO AMARELO?

 

Até nos SONHOS!

 

Em qualquer direção,

 

Encontrarei esse brilho!

 

 

 

De repente:

 

SUL!

 

 

 

Finjo ser

 

FLOR DE SABUGUEIRO!

 

 

 

Junto a mim:

 

DENTE DE LEÃO,

 

GÉRBERA,

 

JASMIM BRANCO

 

E JASMIM VERMELHO!

 

 

 

Faço de conta,

 

Que ARRANHÕES,

 

Não existam!

 

 

 

Talvez,

 

De tanto me iludir,

 

Chego à CONCLUSÃO:

 

 

 

Me enganei!

 

 

 

Ainda existem sentimentos verdadeiros!

 

 

 

CRAVOS AMARELOS,

 

AO SUL?

 

 

 

NÃO,

 

NUNCA,

 

JAMAIS!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

35- SOBREVIVI

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Sobrevivi!

 

 

 

Dos ABISMOS,

 

Me joguei de cabeça

 

E saí andando!

 

 

 

Mergulhei, por horas,

 

Em ÁGUAS PROFUNDAS

 

E o fôlego não acabou!

 

 

 

Mesmo desarmado,

 

Enfrentei FERAS FAMINTAS!

 

 

 

Estive no FUNDO

 

DE TODO OLHAR!

 

 

 

Vi MÁSCARAS caírem!

 

 

 

Mesmo com as ASAS FERIDAS,

 

Atravessei os SETE MARES,

 

Voando alto!

 

 

 

Ultrapassei GUEPARDOS,

 

Na corrida pela VIDA!

 

 

 

Entendi,

 

Que o DESTINO

 

Quis assim!

 

 

 

Aceitei minha MISSÃO!

 

 

 

Vi a INVEJA

 

IMPLORAR PERDÃO!

 

 

 

O MAL

 

SOFREU tanto,

 

Que acabou se

 

REFUGIANDO!

 

 

 

AGORA,

 

Quando os LOBOS UIVAREM,

 

Não vou me arrepiar!

 

 

 

QUERO OUTRA VEZ,

 

SOBREVIVER!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

36- A LUZ

DE UMA COZINHA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Vem.

Senta aqui.

Por enquanto,

Seu sorriso deve

Iluminar minha sala.

 

Minha COZINHA

Agora, é uma

CELA DE PAREDE CLARA,

Que não aceita SANTO,

Nem VELA.

 

Lá,

CRISTAL Guardião,

Recusa a sua presença.

 

FOGO e ÁGUA,

Estão em PAZ!

 

FOGÃO

Não tem janela,

Em suas costas!

É vaidoso,

Ao ponto de não sair,

Da frente do ESPELHO!

 

LOURO EM PÓ,

Fez trilha

Em GELADEIRA,

 

LÂMPADA que morreu,

Foi sepultada!

 

TALHERES DORMEM!

 

LOUÇA ACIDENTADA,

Está hospitalizada!

 

SUJEIRA,

Logo foi embora!

 

 

Ah, aquela PIA

Se gaba!

 

 VIVE

No

REINO DA PERFEIÇÃO!

 

 

 


 

 

 

 

37- CHUVA DE LAMA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Escravo?

 

Dessa maldade?

 

Por quê?

 

 

 

JAMAIS!

 

 

 

Não vou deixar

 

A lágrima do veneno

 

Me tocar!

 

 

 

Minha alma

 

Repele

 

Risos de dores!

 

 

 

Essa luz

 

É NEGRA!

 

 

 

Não ouço

 

GRALHAS ASSASSINAS!

 

 

 

Sou

 

PLANETA GELADO!

 

 

 

Quando o UNIVERSO,

 

Propõe horas de

 

BATALHA, SEM TRÉGUA,

 

 

 

SOU DIAMENTE!

 

 

 

Se a DOÇURA

 

RABISCA FEL,

 

 

 

Meu

 

CHUMBO

 

É mais NEGRO

 

E o LÁPIS,

 

Mais PESADO!

 

 

 


 

 

 

 

38- QUAL O BICHO?

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Vai entrar aqui?

 

Afugente o PAVÃO!

 

Essas PENAS incomodam!

 

 

 

Aonde vamos?

 

Se for pra conduzir o BODE,

 

Esqueça!

 

Ele não tem lugar no PASTO!

 

 

 

Visita à chiqueiros?

 

Jamais!

 

Essa MODA, não me atrai!

 

Sou TEMPERANÇA!

 

 

 

TARTARUGAS?

 

Nesse aquário, NÃO!

 

Quero delicados, PEIXES!

 

A VIDA sempre INTENSA!

 

 

 

Onças?

 

Pendure as PELES

 

No varal!

 

Quero PAZ nesse sorriso!

 

 

 

Cachecol de SERPENTES?

 

Esmague essas CABEÇAS!

 

Deixe o BICHO SOLTO!

 

Esqueça APEGOS!

 

Deixe o tempo dizer,

 

Quem tem VALOR!

 

 

 

Já criam RÃS ali,

 

Lá,

 

Acolá!

 

Na CABEÇA,

 

Esse CHAPÉU não cabe!

 

Nesse BREJO,

 

Só os GRILOS

 

Mais CANTANTES!

 

 

 

Vem!

 

 

 

Somos esperados,

 

Pelos ALECRINS!

 

 

 

FRAGRÂNCIA de um SONHO BOM!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

39- CADÊ A PAZ?

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

No túnel do amor?

 

Num campo de tulipas?

 

Onde o horizonte alcança o céu?

 

Num parque de flores?

 

Nas grutas de gelo?

 

Na praia vermelha?

 

No bosque dos bambus?

 

Numa mina perdida?

 

Na rua esquecida?

 

Num jardim multicor?

 

Na selva negra?

 

Nos chás?

 

Nas montanhas?

 

Nas cavernas?

 

Num chão lilás?

 

Num desfiladeiro?

 

Nos lagos rosados?

 

Nos campos de lavanda?

 

No monte Roraima?

 

Nas rosas amarelas?

 

Perto dos vulcões?

 

Nos desertos?

 

Nas águas azuis?

 

 

 

Depois de muito LUTAR?

 

Nas mentes geniais?

 

Nas orações?

 

 

 

DENTRO DE VOCÊ?

 

 

 

Só depois que o DESTINO,

 

Desatar os NÓS!

 

 

 


 

 

 

 

40- O MAL

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Quero sair,

 

Estou acorrentado!

 

Vou falar,

 

Perco a língua!

 

Penso em sorrir,

 

Fico amordaçado!

 

Quero correr,

 

Faltam pernas!

 

Vou tocar,

 

Faltam mãos!

 

Penso em fazer,

 

Algo me impede!

 

 

 

Se existe um MAL,

 

Cadê a cura?

 

 

 

MAL,

 

Porque fiz o MAL?

 

Então, PAGO?

 

 

 

MAL,

 

Porque é do destino,

 

SOFRO?

 

 

 

Alguém fez o MAL?

 

Sou MAL?

 

 

 

Tudo MAL,

 

Por quê?

 

 

 

Se todo MAL tem fim,

 

Quando termina o MEU?

 

 

 

Como começou?

 

O que faz piorar?

 

 

 

Se aprende a ser MAL,

 

Dando asas às COBRAS!

 

 

 

Esquecer um MAL,

 

Impossível!

 

 

 

 

 

É MAL pra mim

 

E pra você?

 

 

 

O pior MAL,

 

Morreu?

 

Já vem?

 

 

 

Quanto MAL se faz!

 

Algum MAL,

 

Não volta?

 

 

 

MAL de amor!

 

 

 

MAL de um olhar!

 

Bom mesmo,

 

É ser bom?

 

Quando o bom, presta?

 

 

 

Achei tanto MAL!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

41- OS GATOS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Dentro de mim:

 

Um espião!

 

 

 

Calculista!

 

Faro aguçado!

 

 

 

Minha oportunidade:

 

Aqueles gatos;

 

Somente ELES!

 

 

 

Na tarde calma,

 

De sol quente,

 

A gata

 

Banha o filhote!

 

 

 

Dessa VARANDA,

 

Qualquer um OBSERVA!

 

 

 

Enquanto VERÃO

 

Virava INVERNO,

 

Gatos FRIOS,

 

PRECISAVAM se AQUECER!

 

 

 

Na hora exata,

 

Basta um pulo!

 

 

 

Da janela:

 

Minha previsão!

 

 

 

Queimar seu filme?

 

Agora?

 

 

 

Explicações banais!

 

 

 

Essencialmente,

 

És GATA TRAVESSA!

 

 

 

EU e o TEMPO,

 

Concluímos iguais:

 

 

 

GATOS VIRA-LATA,

 

Sofrem MUITO MAIS!

 

 

 

 


 

 

 

42- ALGUÉM

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Alguém...

 

 

 

Do beijo

 

Na madrugada

 

Da noite

 

De lua

 

De um dia

 

De verão

 

E festa

 

De carnaval

 

 

 

Alguém...

 

 

 

Da rima

 

Da poesia

 

Do poeta

 

Da rua

 

De uma vila

 

Na CIDADE

 

Do ESTADO

 

Daquele PAÍS

 

 

 

Esse alguém...

 

 

 

Que se atrasa

 

Num encontro

 

Na neblina

 

Da tarde

 

De inverno

 

De céu lilás

 

De um domingo

 

De garoa

 

 

 

Alguém...

 

 

 

Que chora

 

Na foto

 

Do quadro

 

De uma parede

 

Mal pintada

 

Do quarto

 

Daquela casa

 

Na praia

 

 

 

Alguém...

 

 

 

De acerto

 

Na ida

 

Ao sonho

 

De AMOR

 

Que deu erro

 

E virou ÓDIO

 

Num desejo

 

De volta

 

 

Esse ALGUÉM

 

É ALGUÉM

 

Que já foi de ALGUÉM

 

Hoje é de NINGUÉM

 

Mas pensa em ALGUÉM

 

Que nem sabe que TEM

 

O carinho

 

De ALGUÉM

 

 

 

 

 

ALGUÉM COMO VOCÊ

 

 

 

 


 

 

 

 

 

43- A PERDIZ E O LOBO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Ah,

Essa PERDIZ!

 

Tem sede de LOBO!

 

Nos desfiles,

Passou da conta!

 

Agora,

Quando o PREDADOR

Tiver chance,

Ofertará seu LEITE,

Por que, não?

 

Sem o brilho da lua,

Numa estrada deserta,

LOBOS não se reprimem,

Se as

PERDIZES são AVENTUREIRAS!

 

Se penas caem,

Quando nasce o sol,

Rastros dessa brincadeira,

São visíveis, ou não!

 

Quem prende uma

AVE em chamas?

 

Haja LEITE,

Pra apagar esse FOGO!

 

Uma PERDIZ sedenta,

Nem pensa em sofrimento!

 

Um LOBO insaciável,

Vai estar sempre sorrindo!

 

Esse FAMINTO COLECIONADOR

De poses,

Está sempre em busca,

De uma NOVA FOTO!

 

Seu ÁLBUM tem que SEMPRE

Contar,

Uma NOVA HISTÓRIA!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

44- DENTRO DE MIM: UM PASSARINHO!

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

De repente,

 

Canta em meus olhos,

 

Meu passarinho!

 

 

 

Se é canção de fim de tarde,

 

Depois daquela chuva de primavera,

 

Num céu nublado,

 

Minha menina dança,

 

De felicidade!

 

 

 

Canta em meu peito,

 

Esse passarinho!

 

 

 

Adeus a tal mágoa!

 

Sou tão importante,

 

Perante todos...

 

 

 

Cante!

 

Em meus pés,

 

Cante mais uma vez!

 

 

 

Meu pensamento

 

Na sola esquerda,

 

Tão matemático!

 

Tão defensor!

 

 

 

NÃO!

 

Não vai embora, agora...

 

NEM MORRA!

 

Deixa eu sentir

 

A brisa que vem dessas ASAS!

 

 

 

Cante!

 

Se cantar mais alto, RODOPIO...

 

UM, DOIS, TRÊS...

 

Tudo é coisa boa!

 

Por que me importar, com algo?

 

 

 

Ai,

 

Que coisa!

 

Vem cá!

 

Minha mente é sua gaiola...

 

Dentro dela, bem baixinho, cante!

 

Nessa hora, sua exaltação,

 

Faz minha ALEGRIA, incomodar!

 

 

 

Mas, cante!

 

Preciso VIVER!

 

 

 

Já cansei,

 

DE TANTO MORRER!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

45- UMA NOVA FLOR NO JARDIM

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Bem-vinda!

 

Eu sou a POESIA QUE FERE!

 

 

 

Eis o REINO MALDADE!

 

 

 

Só serás aceita,

 

Se sua essência for de VAIDADE.

 

 

 

Aqui, tudo é fingimento!

 

 

 

A mão que dá, quer imediatamente, receber.

 

A língua vai golpear, a todo instante.

 

 

 

Os olhos foram treinados, pela INVEJA.

 

Quando fazem o mal, se entreolham.

 

 

 

Vim cumprir MINHA MISSÃO!

 

 

 

Anjos disseram:

 

 

 

- Aproveite!

 

- A SORTE está do seu lado!

 

- Não te abandonar, é o nosso LEMA!

 

 

 

Até agora, provei ser incorruptível!

 

FUI bom, quando devia!

 

Busquei dentro de mim, a FORÇA DOS HERÓIS

 

E derrubei LEÕES!

 

 

 

Mostre SER, o que você É!

 

 

 

Quando virem que o seu brilho,

 

É diferente,

 

 

 

Sentirás o sabor,

 

Da bebida que,

 

Muito bem,

 

Conheces:

 

 

 

VENENO DE SERPENTE!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

46- DE REPENTE: AQUELA FLOR

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

Vem!

 

Diz que esse LÍRIO é BRANCO!

 

Diz, que numa dessas garoas,

 

Do meu OUTUBRO,

 

Lançaste a SÁLVIA AZUL!

 

 

 

Desde já,

 

O buquê das ROSAS DO NATAL,

 

É seu,

 

Somente seu!

 

 

 

Se minhas VIOLETAS

 

Nunca vão morrer,

 

Desejo a ti, pelo menos,

 

LEALDADE,

 

Desses ROSMANINHOS!

 

 

 

Vem!

 

Talvez numa de suas mãos,

 

Esteja a ROSA

 

COR-DE-ROSA CLARO

 

E me diga:

 

 

 

- Estive no JARDIM DAS ADVERSIDADES!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

47- QUANDO FOGES

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Sei, sim!

 

 

 

Pra você,

 

Uma fuga

 

É muito importante!

 

 

 

Sei das voltas

 

Que dá,

 

Nas viagens!

 

 

 

Sei onde

 

CHEGA!

 

 

 

A brasa ardente,

 

Cai no riacho,

 

Porque além

 

De estar diante,

 

Da FORÇA de uma simpatia,

 

Necessita, urgentemente,

 

Dessa água!

 

 

 

Sei

 

O que fica pra trás!

 

 

 

FOGES, SIM!

 

 

 

Tudo é uma QUESTÃO DE TEMPO!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

48- MINHA ESTRELA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

Cadê minha estrela?

 

 

 

Que um dia desses,

 

Partiu!

 

 

 

Era sol de agosto;

 

Fim de tarde,

 

De vento;

 

Arco-íris;

 

Garoa!

 

 

 

E agora,

 

Essa imagem;

 

Essa lembrança que fica!

 

 

 

Se foi

 

Tão lentamente,

 

No horizonte sumiu,

 

Me fazendo chorar;

 

Me deixando um vazio!

 

 

 

E de noite,

 

Lembrei:

 

Me fizeste sorrir!

 

Eras tu, minha paz!

 

 

 

Nem meia-noite, não era

 

E te viram no céu,

 

Dando um beijo na lua;

 

Se escondendo na nuvem!

 

 

 

Foi sentir o sabor,

 

Do frio da madrugada!

 

 

 

Foi sorrir noutra rua,

 

Dessa minha cidade!

 

 

 

Quase amanhecendo,

 

De repente, se enrosca,

 

No abraço apertado,

 

De alguém desesperado!

 

 

 

Já ganhou outro amigo!

 

Vai viver outra história!

 

 

 

Nessa VIDA CIGANA,

 

Que bons ventos te leve,

 

 

 

Pra alegria de alguém!

 

Pra ser INSPIRAÇÃO,

 

De um outro POETA!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

49- ESSAS CORES

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Tanta cor...

 

 

 

Cor de saudade,

 

Desse alguém que partiu,

 

Num sorriso de ANIL!

 

 

 

Cor da esperança,

 

De um dia voltar,

 

O amor que deixou,

 

A foto, que o tempo, já AMARELOU!

 

 

 

Cor de um olhar;

 

Entre tantos olhares,

 

É assim tão singelo,

 

Cor de CARAMELO!

 

 

 

Cor do medo,

 

Que vem na madrugada,

 

De chuva e de frio,

 

De um feriado,

 

De cor DOURADO!

 

 

 

Cor da alegria,

 

Do domingo feliz,

 

De comes e bebes,

 

De tantas canções,

 

Que no coração,

 

Já brilha SALMÃO!

 

 

 

Cor de solidão,

 

Tem poema e sorte,

 

Tem amor e ódio,

 

Vitória e fracasso,

 

Idas e voltas,

 

É da cor LILÁS!

 

 

 

Cor de pecado,

 

Já iludiu,

 

Já sofreu!

 

Nessa vida ingrata,

 

Já se sente cansada,

 

Brilho de ESMERALDA!

 

 

 

Essas cores...

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

50- PING PONG

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Ping SADNESS!

 

Pong JOY!

 

Ping STORM!

 

Pong BREEZE!

 

Ping RAIN!

 

Pong SUN!

 

Ping LONELINESS!

 

Pong FELLOWSHIP!

 

 

 

Maldizem desse bem,

 

Que não aceitou o mal

 

E foi cuidar de outro alguém,

 

Que ainda era ninguém,

 

Mas de coração do bem,

 

Que queria ter alguém,

 

Pra bendizer também!

 

 

 

Ping MAL!

 

Pong BEM!

 

 

 

Passa o tempo

 

E nesse passatempo,

 

Não tenho tanto tempo,

 

Porque o tempo lá fora, me espera

 

E se perco a noção do tempo,

 

Tantas coisas faço, fora do tempo!

 

 

 

Ping TEMPO!

 

TEMPO que não pong!

 

 

 

Sobe...

 

Ping... Ping... REDE!

 

Desce Pong!

 

 

 

PING PONG!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

51- NESSES DIAS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Ah,

 

Nesses dias,

 

De hoje,

 

De quase ontem,

 

Já quase amanhã!

 

 

 

Tão difícil,

 

De se ouvir,

 

O que a alma apraz!

 

 

 

São tantas

 

Pontas de flecha,

 

Quantas facadas,

 

Tão repentinas,

 

De muita crueldade!

 

 

 

Tudo tem

 

Esse toque aguçado,

 

De mal;

 

Qualquer mal,

 

Desses que se impõe,

 

Nem se sabe por quê.

 

Será que é, pra ver mal,

 

Pois, noutras vezes,

 

Do mal sofreu?

 

Qual mal seu, é tão prazeroso?

 

 

 

Mas se um pardal,

 

Já se sente sem penas,

 

Fica fácil usar, essas ferramentas

 

De males!

 

 

 

Ah,

 

Bem sei, eu,

 

Queres muito,

 

Mostrar tão bons êxitos,

 

Desses alguéns,

 

Que já sei,

 

São tão comuns,

 

Tão corrompidos!

 

 

 

Por que devo dar ouvidos?

 

 

 

Ah, esses olhos meus,

 

Sabem mais que o normal!

 

 

 

Qualquer essência, bem aqui,

 

Na palma dessas minhas mãos,

 

TENHO!

 

 

 

Às vezes vejo,

 

Assim claramente,

 

Tantas consequências,

 

Que hão de vir!

 

 

 

Nesses dias,

 

Dias de todos os dias,

 

Cada gato,

 

Mais sutil, está;

 

Cada cão,

 

Sofre, um pouco mais;

 

Mais cismados estão os BICHOS!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

52- O BARALHO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

Não!

 

Já chega!

 

 

 

Pelas avenidas,

 

Nos trieiros

 

E até na rua deserta,

 

Ele fez questão de aparecer!

 

 

 

Por último,

 

Até ignorei,

 

Mas uma ave,

 

Solta em meus pés, SETE,

 

DE COPAS, mais uma vez!

 

 

 

Mas, se é um jogo,

 

Preciso de um ÁS DE COPAS!

 

 

 

De repente,

 

Eis que surge,

 

A DAMA DE ESPADAS,

 

Mas, nessa minha vida,

 

Essa carta é tão comum!

 

 

 

Vai...

 

Embaralha, um pouco mais essas cartas,

 

DESTINO MEU!

 

Leva embora o DEZ DE ESPADAS!

 

 

 

E me levanto,

 

De minha cadeira,

 

Já tão cansado

 

E o CINCO DE ESPADAS,

 

Brilha mais uma vez!

 

 

 

Minha SORTE, onde está?

 

 

 

Olho pra aquele espelho,

 

Esses, de banheiro e

 

Agora, tenho o sorriso do REI DE ESPADAS!

 

 

 

Decidi! Vou ganhar esse jogo!

 

 

 

Na minha MANGA:

 

TRÊS DE OUROS!

 

QUATRO DE COPAS!

 

 

 

ÁS DE OUROS: Cartada final!

 

 

 

Dessa ARENA,

 

O CAMPEÃO:

 

 

 

Mr. LUCK!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

53- INRI

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

Jesus!

 

 

 

Na palma da mão:

 

Caminhos do coração!

 

 

 

A graça de sua lágrima,

 

No toque da chuva!

 

 

 

Quando o vento sopra:

 

Quão importante,

 

São suas lições!

 

 

 

Quando o sol castiga,

 

No suor:

 

A missão que se desempenha!

 

 

 

A cada dia,

 

Diante dos seus olhos,

 

Da árvore da vida:

 

Um precioso fruto,

 

Que fortalece!

 

 

 

Tantas foram as armadilhas,

 

Mas seu escudo:

 

A defesa!

 

 

 

Na essência do seu sangue:

 

A PAZ!

 

 

 

No desespero:

 

A serenidade,

 

Vem do seu sorriso!

 

 

 

Se as noites são de tempestade,

 

No encontro dos raios,

 

Na força dos relâmpagos

 

E no estrondo do trovão:

 

 

 

O PODER DO SEU MISTÉRIO!

 

 

 

No CÁLICE DO AMOR:

 

As últimas palavras que deixaste!

 

 

 

AMÉM!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

54- A REFORMA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Não!

 

Meu “AMARELO” fofocando?

 

Deveria, apenas, ajudar nos estudos!

 

 

 

Pincel!

 

 

 

Não acredito!

 

Logo o “AZUL”,

 

Que deixa esse meu CORAÇÃO,

 

CALMO,

 

Propõe noites,

 

Noites e mais noites,

 

De angústia?

 

 

 

Pincel, outra vez!

 

 

 

Ah, meu “VERDE” é assim:

 

Sempre de TOM CLARO!

 

 

 

Quero a força

 

Da minha “VIOLETA”!

 

 

 

Meu sofá: COR DA TERNURA!

 

 

 

Meu “VERMELHO”

 

Me preocupando?

 

Aqui: Um toque de bom senso!

 

 

 

Pincel, novamente!

 

 

 

Tudo “PRETO”?

 

Sem depressão!
Rápido: Meu pincel!

 

Nessas partes,

 

Vamos combinar as cores!

 

 

 

Após essa reforma,

 

Vou dizer:

 

 

 

- Vem, vem se ENERGIZAR!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

55- ESSA CEREJINHA...

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ah!

 

Aí está você!

 

 

 

Bom dia!

 

 

 

Te ver assim,

 

Nesse ramo, em sua árvore,

 

Sempre transmitindo SIMPATIA,

 

BONDADE e DOÇURA,

 

Faz com que a minha PRIMAVERA,

 

Fique mais ALEGRE!

 

 

 

Como essa essência faz falta!

 

 

 

Feliz,

 

É quem sempre está,

 

Perto de ti!

 

 

 

Sei que esse brilho,

 

Nunca se acaba!

 

 

 

INVERNO, pra você,

 

É tempo de SORRIR!

 

 

 

Nas chuvas de VERÃO,

 

Com os colibris,

 

Ficas a bailar!

 

 

 

Irresistível, é a sua

 

Beleza, no OUTONO!

 

 

 

Perdoe-me!

 

Tenho que partir!

 

 

 

Mas esquecer desse CARINHO,

 

JAMAIS!

 

 

 

BYE!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

56- A DOENÇA DE UMA SALA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

De repente,

 

Sinto que esse coração,

 

Não anda bem!

 

 

 

Sofás,

 

Pra essa porta,

 

Que muito em breve,

 

Vai se abrir,

 

Sempre a sorrir,

 

Estarão!

 

 

 

Calma!

 

 

 

Móveis interrompendo

 

Minhas Energias:

 

JAMAIS!

 

 

 

Aqui:

 

Esses espelhos!

 

 

 

Ali:

 

Sinos de vento!

 

 

 

Assim:

 

Minhas fontes de água!

 

 

 

Minha dose de LARANJA,

 

Pra não conversar demais!

 

 

 

VERMELHO,

 

Provocando brigas:

 

NUNCA!

 

 

 

Vem cá,

 

Você foi SORTEADO!

 

 

 

Abra os braços e SINTA,

 

A MAGIA DESSE AMBIENTE!

 

 

 

Lá fora,

 

Irás dizer:

 

 

 

- O CORAÇÃO DAQUELA CASA,

 

FOI CURADO!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

57- NOSSAS PAISAGENS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Tantas “bocas enferrujadas”,

 

Desses quintais

 

De muros,

 

Já rachados pelo tempo!

 

 

 

Quantos caminhos,

 

Esses ou aqueles,

 

Tão sujos,

 

Escuros,

 

Mal cuidados,

 

Que levam a essa,

 

Ou àquela porta de entrada,

 

De pintura gasta,

 

Maçaneta sem firmeza

 

E sufocada por alguma poltrona!

 

 

 

Esses ou aqueles

 

Cartões de visita,

 

Maltratados pelo sol,

 

Prejudicados por tantas chuvas!

 

 

 

Necessitados

 

De BOA VONTADE,

 

De ELOGIOS!

 

 

 

Quanta “coisa” boa,

 

Indo embora,

 

Só porque esse

 

Ou aquele ARTISTA,

 

Fez questão de expor sua ARTE,

 

Ali,

 

 

 

Assim,

 

Sabe?

 

 

 

Logo ali,

 

Onde não DEVIA!

 

 

 

Como sofrem essas PAISAGENS!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

58- O LOUCO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

De repente,

 

Eis que surge o LOUCO...

 

 

 

Maltrapilho;

 

Dentes estragados;

 

Unhas compridas;

 

Descalço e cabeludo!

 

 

 

Nas mãos:

 

Luvas rasgadas!

 

 

 

Na cabeça:

 

Um velho chapéu de couro!

 

 

 

Pulando, gritando

 

E sorrindo muito, diz:

 

 

 

- Sabe?

 

- Eu sou LOUCO!

 

 

 

- LOUCO, LOUCO, LOUCO...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 

- Ali... Bem ali, assim...

 

- Mora a minha namorada!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 

- MINHA, MINHA, MINHA,...

 

- SÓ MINHA!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 

- Sabe?

 

- Ela nunca se mexe, sozinha!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 

- Sabe?

 

- Aquele cãozinho ali...

 

- Ali, ali,...

 

- Ó, Ó, Ó, Ó, Ó,...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Ele diz que eu sou FEIO!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 

- FEIO!

 

- MUITO FEIO!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Nem ligo! Gosto de ser FEIO!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 

- Sabe?

 

- Eu sei de uma coisa!

 

- Assim, sabe?

 

- Ó, Ó, Ó, Ó, Ó...

 

- Fiu, fiu!

 

- Fiu, fiu!

 

- Fiu, fiu!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 

- Sabe?

 

- Vou embora!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Lá na praça, vou brincar!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 

- Assim, sabe?

 

- Descanso de POMBO!

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

- Ah, ah, ah, ah, ah, ah,...

 

 

 

 

 

E saiu pulando,

 

Gritando e sorrindo muito!

 

 

 

TÃO LOUCO!

 

TÃO FELIZ!

 

 

 

UM LOUCO FELIZ!

 

 

 

SÓ FELIZ!

 

MUITO FELIZ!

 

 

 

Dessa FELICIDADE,

 

Assim, sabe?

 

 

 

Que deixa SAUDADE!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

59- NOITES DE CÃO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Nessas noites,

 

Em que sombras,

 

Fogem de sombras!

 

 

 

Noites,

 

Que revelam a verdade,

 

Desses animais,

 

Tão cheios de inveja,

 

Tão cheios de mal!

 

 

 

Aquelas noites,

 

Que nenhuma voz, acalma;

 

Que toda canção, irrita;

 

Que toda oração, amarga!

 

Que qualquer imagem, dói!

 

 

 

Essas noites,

 

Acumulativas de ódio;

 

Paraíso dos espiões;

 

Vale da tristeza!

 

 

 

Noites,

 

De amanhecer tão áspero;

 

Tão entediante;

 

Que partem,

 

Deixando café salgado,

 

Sempre acompanhado de pão,

 

Pisoteado pelos carrascos!

 

 

 

Quantas noites

 

De desamor,

 

De medo,

 

De solidão e loucura!

 

 

 

NOITES DE CÃO!

 

 

 

 


 

 

 

 

60- ONTEM, HOJE, AMANHÃ...

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Ontem,

 

Fui à loja da saudade,

 

Saí com algumas lágrimas,

 

De troco!

 

 

 

Ontem,

 

Estive no parque da alegria,

 

Alguns risos,

 

Guardei no bolso!

 

 

 

Ontem,

 

Fui à sala dos horrores,

 

Expeli medos,

 

Pelas pontas dos dedos!

 

 

 

Ontem,

 

Desci a escada da verdade,

 

Me recusei a acreditar,

 

Em tanta fatalidade!

 

 

 

Hoje,

 

Nasceu em mim,

 

Outra flor da sabedoria!

 

 

 

Hoje,

 

Me senti tão livre,

 

Que até esqueci,

 

De ser EU!

 

 

 

Hoje,

 

Aceitei circunstâncias,

 

Que tantas vezes,

 

Causaram dor!

 

 

 

Hoje,

 

Senti novamente,

 

Aquela fragrância,

 

Que me dá mais vida!

 

 

 

Amanhã,

 

Talvez faça um POEMA,

 

Cheio de SEGREDOS,

 

Que talvez alguém odeie,

 

Que talvez ninguém leia,

 

Mas que seja SÓ MEU!

 

 

 

Que tenha SABOR!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

61- O PEIXE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Hello!

 

Good Afternoon!

 

Eu sou um PEIXE feliz!

 

My hobby is swimming about here!

 

 

 

Nesse mar, passam sereias devassas!

 

Golfinhos bêbados se afogam!

 

Baleias encalham!

 

Pitus ficam alvoroçados!

 

Um AMOR pode nascer, ou se acabar!

 

 

 

Sou alquimista das palavras!

 

Dou brilho às frases!

 

 

 

Não tenha medo dessas águas!

 

Elas já se apaixonaram, por você!

 

 

 

A oeste, bem próximo do FAROL,

 

Minha casa encontrarás!

 

 

 

Volte sempre!

 

 

 

Tenho certeza, que a BRANDURA,

 

É uma flor que está sempre a desabrochar,

 

Nesse seu CORAÇÃO PEREGRINO!

 

 

 

Bye!

 

 

 

Não posso parar!

 

Minhas nadadeiras pedem mais velocidade!

 

 

 

Noutra ocasião, talvez até nessa MONTANHA RUSSA,

 

Nos encontraremos e mais uma vez, com toda a certeza,

 

Imenso prazer é nadar ao seu lado!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

62- NOSSOS CAMINHOS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

Por que pressa?

 

Até os amantes se traem,

 

Espontaneamente!

 

 

 

De que valem as aflições?

 

 

 

Cada segundo de desespero,

 

Pra todo coração,

 

É derrota!

 

 

 

Ah!

 

Os podres poderes!

 

 

 

Já amarraram sereias!

 

Deceparam fiéis!

 

Já decapitaram singelos!

 

Transformaram PAZ em INFERNO!

 

Mudaram caminhos!

 

Confundiram valores!

 

 

 

São tão cruéis!

 

 

 

Perseguem a SORTE,

 

Mas, quase sempre,

 

Se encontram com o AZAR!

 

 

 

Diante de tantas CIRCUNSTÂNCIAS,

 

EU:

 

As ARMAS de um subconsciente SOBERANO!

 

 

 

Todo dia:

 

FARO FINO!

 

OLHOS DE ÁGUIA!

 

 

 

E assim,

 

Descobrir tudo aquilo

 

Que é ENCOBERTO!

 

 

 

Ao humilhar o MAL,

 

O ÓDIO pode AUMENTAR!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

63- SORVETE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Ah! Que felicidade!

 

Tantos sabores!

 

 

 

 

Segunda-feira:

 

Abraço apertado!

 

 

Chocolate com cereja!

 

Leite condensado!

 

 

 

Terça-feira:

 

Tum, tum, tum!

 

 

Coco queimado!

 

Rum!

 

 

 

Quarta-feira:

 

Beijo de Mulata!

 

 

Abacaxi!

 

Menta!

 

 

 

Quinta-feira:

 

Cuti-cuti!

 

 

Limão!

 

Tutti frutti!

 

 

 

Sexta-feira:

 

É pra já!

 

 

Cupuaçu!

 

Maracujá!

 

 

 

Sábado:

 

Centelhas!

 

 

Mel!

 

Uva!

 

Melão!

 

Frutas vermelhas!

 

 

 

Domingo:

 

Baba!

 

 

Abacate!

 

Acerola!

 

Caju!

 

Goiaba!

 

 

 

 

 

 

 

Ofereço a ti:

 

Amora!

 

Canela!

 

Caqui!

 

Kiwi!

 

 

 

 

Todo ANO!

 

Todo dia!

 

A qualquer hora!

 

 

 

Muita fruta!

 

Muito sorvete,

 

Assim,

 

Tão cremoso!

 

 

 

Num palito,

 

Numa taça,

 

No prato

 

Ou no pote!

 

 

 

SORVETE É FESTA!

 

É VIDA!

 

SABOR DE “QUERO MAIS”!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

64- MEUS ANIMAIS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

Você quis assim!

 

Por que agora perguntas:

 

- O que aconteceu?

 

 

 

Mataste minhas queridas

 

Abelhas!

 

 

 

Foi embora, MEU MEL!

 

 

 

Meus ALCES: Minha defesa!

 

 

 

Não teve outro jeito!

 

 

 

Procuro meus ANTÍLOPES,

 

Numa busca em vão!

 

 

 

Estou, o tempo todo, numa prisão!

 

 

 

Resolvi mostrar meu lado ARANHA!

 

 

 

CISNES:

 

Todos os dias,

 

Nos meus sonhos,

 

Quero sim,

 

Esses personagens!

 

 

 

Que ansiedade!

 

 

 

Desejo, urgentemente,

 

Aumentar meus PODERES INTUITIVOS!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

65- ESSES BOSQUES

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Ah!

 

Esses bosques...

 

 

 

Que aprenderam a conviver,

 

Com flores,

 

Que tão cedo, se desabrocham!

 

 

 

Que já não escondem mais,

 

Esses rios tão turvos!

 

 

 

Muitas vezes,

 

Em lágrimas, clamam,

 

Por justiça!

 

Por paz!

 

 

 

Passou o tempo

 

E agora,

 

Essa NATUREZA,

 

Faz o que quer!

 

 

 

Onde estão as cercas,

 

Dessas sementes?

 

 

 

Por que tantas

 

Chances, assim,

 

A esses vendavais?

 

 

 

Se agora,

 

Fauna e flora,

 

Causam tanto espanto,

 

De quem é a culpa?

 

 

 

Que saudade,

 

Daqueles CAMPOS do passado,

 

Que renderam frutos,

 

Tão perfeitos!

 

Tão proveitosos!

 

 

 

Tão férteis!

 

 

 

Agora,

 

Toda FLOR,

 

Essencialmente é RUIM!

 

 

 

Todo RIO,

 

Teima em seguir,

 

CAMINHOS ERRADOS!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

66- A FORMIGUINHA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Um dia desses,

 

Estive num fio de cabelo!

 

 

 

Muitas vezes,

 

Viajo numa folha de sibipiruna!

 

 

 

No papel almaço,

 

Desenho inúmeros corações!

 

 

 

No mês passado,

 

Um grão de açúcar,

 

Me atingiu!

 

 

 

Nesse verão,

 

Já nadei num pires!

 

 

 

No ano passado,

 

Estive numa folha de manga,

 

Que a enxurrada levou!

 

 

 

Numa manhã de setembro,

 

Numa piscina,

 

Quase me afoguei!

 

 

 

Num fim de tarde,

 

De sábado,

 

Fui a paixão de um gato!

 

 

 

Domingo,

 

Me escondi,

 

Mas o sol,

 

Me encontrou!

 

 

 

Numa noite de outono,

 

Quase me mataram!

 

 

 

Sou a sobrevivente de uma sala,

 

Onde a MALDADE,

 

Está sempre à espreita!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

67- MINHAS CORES

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não!

 

Não posso!

 

 

 

Não permito,

 

Que essas minhas cores,

 

 

 

Que já confundiram sábios,

 

 

 

Que desvendaram verdades,

 

 

 

Que brilham, nessas horas tão certas

 

Ou se apagam, num segundo tão duvidoso...

 

 

 

Essas cores...

 

 

 

De tantas tonalidades,

 

De todas as casualidades,

 

 

 

Que se deliciam,

 

Com aquelas sintonias mais finas,

 

 

 

Enfim,

 

Não aceito que essas luzes,

 

 

 

Se embrenhem,

 

Nesses brilhos tão comuns,

 

Já tão mesclados,

 

Na linha do tempo

 

E tão carentes de probidade!

 

 

 

Nessa vida de todas as cores,

 

Deixo o meu brilho buscar,

 

Os rumos de um destino,

 

Que já não tem mais nada,

 

 

 

NADA A ESCONDER!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

68- DESAFIOS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por quê?

 

 

 

Por que vou ser PRISIONEIRO,

 

Assim,

 

De todas essas suas ARMADILHAS?

 

 

 

Sei bem,

 

Ah! Eu bem sei,

 

Que propósito tem,

 

Cada CILADA sua!

 

 

 

Sou VERÃO em madrugadas de INVERNO!

 

Verás SAÚDE, onde tudo é DOENÇA!

 

Na casa dos MEDOS,

 

ESPIÃO é CORAGEM!

 

 

 

Seus rastros para mim,

 

Não escondem segredos!

 

 

 

Queres impurezas nesses meus trieiros?

 

O que pretendes alcançar?

 

 

 

Nessas suas tentativas, todas em vão,

 

Assim, sempre querendo esmagar meus DIAMANTES,

 

Esses dedos seus,

 

Penam,

 

Com marteladas tão cruéis!

 

 

 

Ah!

 

Minhas flores,

 

Essas flores...

 

Tu sabes?

 

Aquelas que nunca morrem, em mim!

 

 

 

São tão desiguais!

 

 

 

TÃO SINGELAS!

 

TÃO RUDES!

 

 

 

TÃO SINCERAS!

 

 

 

 

 


 

 

 

 

69- ESSE DIA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Esse dia,

 

Me deixa sereno,

 

Me faz pensativo,

 

Pouco coerente,

 

Assim, tão criativo!

 

 

 

Esse dia,

 

Assanha colibri,

 

Exalta pardal,

 

Espanta a tristeza,

 

Destrói a maldade!

 

 

 

Esse dia,

 

Dia de poema,

 

Pode ser de amor,

 

Tem a cor da beleza,

 

Pode ser só seu!

 

 

 

Esse dia,

 

Dia de harmonia,

 

Pede mais beijo,

 

Quer o abraço quente,

 

De um coração sincero!

 

 

 

Esse dia,

 

Faz a manhã ser saudade,

 

Deixa a tarde ser um paraíso,

 

Põe a amizade, na noite

 

E deixa a madrugada, ser dos amantes!

 

 

 

Esse dia,

 

De tantos navegantes,

 

De muitas canções,

 

Tem perfume de rosa,

 

Tem jeito de pecado!

 

 

 

Esse dia,

 

Pode ser de festa,

 

Pode ser amanhã,

 

Pode vir de repente,

 

Ou ser todo dia!

 

 

 

Esse dia,

 

Põe a sorte em suas mãos,

 

Põe mais brilho no céu,

 

Faz as papoulas sorrirem,

 

Mostra a magia da vida!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

70- A CANÇÃO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Ah!

 

Quero sim!

 

 

 

Que venha essa canção...

 

 

 

Falando de amor, de dor ou alegria!

 

Que faça pensar!

 

Pode ser ROCK, POP, ROMÂNTICA ou SUAVE!

 

 

 

Que seja eterna!

 

 

 

Que exale o perfume,

 

Da flor da experiência!

 

 

 

Que em todas as mentes,

 

Sempre estará presente!

 

 

 

Que deixe as crianças,

 

Bem mais sorridentes!

 

 

 

Que mostre aos jovens,

 

A verdadeira essência,

 

Da bela poesia,

 

De viver assim,

 

Tão naturalmente,

 

Sem essas “entregas”,

 

Que mancham pra sempre,

 

A cor da pureza!

 

 

 

Que traga, enfim,

 

O sabor da bondade,

 

A palavra que ensina!

 

 

 

Que aos cabelos grisalhos,

 

Cause espanto!

 

Um susto assim,

 

Bem repentino,

 

 

 

Desses, sabe?

De arregalar os olhos!

 

 


FIM!