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 *****

 SEMPRE

EM CONSTANTE

ATUALIZAÇÃO!

*****
(BRASIL)

(CAMPO GRANDE)

(MS)

*****
COPYRIGHT

BY

CLAUDIONOR

ARAÚJO

DA

SILVA

Lugares

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01- CAMPO GRANDE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Campo de Vacaria

Terra fértil

Bom Jardim do Zé

 

Rua Velha

Pau a pique

Telha de barro

 

Vila de boiadeiro

Trem de comércio próspero

 

Município verde oliva

Capital de povo hospitaleiro

 

Tens derramado em teu solo

O sangue da força do trabalho

 

Harmonicamente cresces

Sintonizando tuas raízes

Enaltecendo o povo indígena

Valorizando fauna e flora

 


 

 

02- VIDA CABOCLA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Embrenhada no cerro

Casa acerejada

Telha descorada

Chaminé encarvoada

 

Regalo do matuto é pitar

Na espaçosa quatro chinelos

 

Algazarra de passarinhada

Corredeira cristalina

Gorjeio de sabiá

 

Sertanejo

De dia cheio

E noite quase fechada

 

Lua é poesia

Viola é lamentação

Caipira se alonga

Em eterna solidão

 

 


 

 


 

03- BAIRRO POPULAR

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Em outros tempos

 

Paisagem agreste

Trieiro

Girino

Água prateada

Vida selvagem

 

Acolheste imigrante

 

No trem da inspiração poética

Desbravador ardente

Filho que canalizou teu campo

E enalteceu teu progresso

 

Apito de indústria próspera

Deixa a rusticidade no passado

 

Da terra batida ao asfalto

Do lampião à gás

À força da usina elétrica

Da tabuada ao livro digital

Da carroça ao carrão

Do pau a pique à mansão do letrado

Da pobre taberna

À rica prateleira

De vila pacata ao eterno bairro POPULAR

 

 


 

 

 

04- A COLINA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Amanhece na colina

Arara faz revoada

Potro relincha no campo

Fumaça de cabana se mistura com neblina

Condor sobrevoa palmeira

Águia retorna ao ninho

Represa repleta de peixe

Entre os jasmins

Amor-perfeito

 

Cravo rosado

Parece estar triste

 

Perdigueiro corre com fúria

 

O vento levou pro mar

Pétala de rosa branca

 

Quando cai a tarde

A colina é pura poesia

A noite na colina

É misteriosa e cheia de encanto

 

Outeiro do amor

 


 

 

05- AROMA DE CAFÉ

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Madrugada fria

Assobio de Ventania

Melodia de folha seca

 

Porta

Portão

Porteira

E janela escancarada

 

Flor despedaçada

Telha que balança

 

Neblina

 

Curiango dorme

Bem-te-vi sofre

Cotovia canta

 

Chuva

 

Coruja à espreita

Rosa que chora

Céu nublado

Gelo na lagoa

 

Na cabana

Experiência de matuto

AROMA DE CAFÉ

 


 

 

 

06- VELHA TAPERA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Da ponte da estrada boiadeira

No sentido de quem vem do interior

Basta olhar para a esquerda

 

Escondida no matagal

Iluminada pelo luar

A velha tapera já foi

Recanto da felicidade

 

Fartas colheitas

Rendiam Natais festivos

 

Matuto se gabava

Daquele abençoado paraíso

 

Nas manhãs de primavera

Vinham os rouxinóis

Anunciar o alvorecer

 

À tardinha tinha pescaria

No rio das águas cristalinas

 

Violadas e comidas típicas

Regavam as noites de inverno

 

Mas veio o progresso

Que levou o matuto embora

Trazendo tristeza e abandono

 

Ainda hoje

Embaixo da antiga figueira

Se vê o carro de boi

 

Lembrança de um tempo bom

Que se foi

E não volta mais

 

 


 

 

07- A VISITA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

A estrada que dá acesso a casa

É arenosa e rodeada por rosas

 

De vez em quando

Vinham ao nosso encontro

Pétalas vermelhas e alguns colibris

 

Na mata canarinhos faziam a festa

 

De repente a família de cotias

Atravessa na nossa frente

E às pressas vai desaparecendo

Entre os coloniões

 

Na chegada

Sorriso de caipira

Boa tarde de perdigueiros

 

Construção antiga

Quintal cercado com balaústres

Muito sombreado

E chão forrado de folhas

 

 

Varanda

Rede estendida

Banco rústico

Mesa de cerejeira

Gaiola de curió

 

A velha carroça

Descansa em paz

Embaixo da grande mangueira

 

Capelinha

Imagem de Nossa Senhora

 

Riacho

Água de monjolo

 

Galinheiro

Polaca e índia dividindo milho

 

Celeiro

Pangaré a relinchar

 

Fogão à lenha

Nosso lanche

Cafezinho quente

Bolo de fubá

Queijo e doce de leite

 

Entre uma conversa e outra

Moda de viola

Sertanejo de mão calejada

E voz rouca

 

À tardinha

Despedida

A promessa

De em breve

Voltar

A lembrança de uma

VISITA

 

 


 

 

 

08- FAZENDA PRIMAVERA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Não muito distante,

No pé da serra,

A fazenda primavera,

É paraíso encantado!

 

Festa lá,

É coisa especial!

Sanfoneiro do bom,

Cantor de primeira,

Bebida à vontade

E comida farta!

 

Nos cafezais,

Caboclo,

De prosa boa!

 

Perto dos canaviais,

Roça de milho!

Atrás dos pombais,

Cocheiras!

 

Perdigueiro arteiro,

Potro na relva,

Galinhada no terreiro!

 

Quando desce a garoa,

Nos coqueirais,

Folia de arara,

Borboleta na lagoa!

 

Na lua cheia,

Viola caipira,

Fogueira acesa!

 

À tardinha,

Pescaria,

Banho de rio!

 

Visita,

Lá não falta!

Até gente importante,

Já parou, pra prosear!

Se quiser conhecer,

Não se sinta intimidado!

Na estrada dos pinhais,

Depois do riacho doce,

O portão azul,

Indica a chegada!

 

 


 

 

09- O PÂNTANO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Na lua cheia,

Na calada da noite,

No tempo da primavera,

O pântano é mágico e misterioso!

 

A brisa leva a canção das rosas!

Luzes brilham por toda parte!

À meia-noite, A FADA DO AMOR,

Vem brindar a vida!

 

Então, as flores dançam!

Desce a garoa!

As paineiras se agitam

E as cotovias se beijam!

 

Quando tocam os sinos,

Tudo para.

 

Na escuridão,

Bem baixinho,

Os alecrins cantam!

 

 


 

 

 

 

10- O RANCHO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Na curva do rio;

 

Atrás do morro;

 

De frente ao poente;

 

Entre as cerejeiras.

 

O velho rancho

 

É reino de PAZ.

 

 

 

Da cor do mogno;

 

Tem na varanda,

 

O antigo poço

 

E alguns canários,

 

Na gaiola.

 

 

 

Churrasco de paca;

 

Veado ao molho;

 

Fritura de porco;

 

Verdura e legume fresco,

 

Fazem parte do cardápio,

 

Desse lugar, onde

 

O moderno ainda

 

Não deu as caras.

 

 

 

Pescaria de JAÚ,

 

Na lua cheia,

 

É coisa que diverte

 

E a gente se esquece,

 

De tudo que é de ruim.

 

 

 

O dono do lugar,

 

Tem vida abençoada,

 

É muito sorridente

 

E não reclama de nada.

 

 

 

TIO NASTÁCIO vive ali,

 

No fim da estrada dos eucaliptos,

 

Na última curva,

 

Do último rio,

 

Depois dos canaviais,

 

Antes de chegar no pé da serra.

 

 

 


 

 

 

 

11- O LAGO VERDE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Escondido

 

Entre os coloniões!

 

 

 

Samambaias, rosas vermelhas

 

E muitos girassóis,

 

Margeiam o LAGO VERDE!

 

 

 

Parada obrigatória

 

Das garças brancas!

 

 

 

Num canto qualquer:

 

Espreita de jacaré!

 

Repouso de cágado!

 

 

 

À tardinha,

 

Borboletas e libélulas,

 

Desfrutam do lugar!

 

 

 

Outono e inverno,

 

Tem a beleza

 

Da densa neblina!

 

 

 

Ao brilho do luar:

 

Namoro de rã;

 

Beijo de carpa;

 

Cantiga de grilo!

 

 

 

Nos verões:

 

Visita

 

De pato selvagem!

 

 

 

Tronco de coqueiro:

 

Ninho de arara!

 

 

 

Sombra

 

De cerejeira!

 

 

 

Fruto

 

De jabuticabeira!

 

 

 

Sabiá:

 

Festa da mata!

 

LAGO VERDE:

 

BRILHO DA NATUREZA!

 

 

 


 

 

 

12- A CASA VERDE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Depois da pedreira;

 

 

 

Da baixada,

 

Já se avista o coqueiro!

 

 

 

Quando termina a subida,

 

Do lado esquerdo,

 

De quem vai pro interior,

 

Um portão vermelho,

 

Indica a chegada!

 

 

 

Na varanda:

 

Algumas plantas;

 

A Máquina de costura;

 

Cadeiras e bancos!

 

 

 

Framboesa, goiabeira,

 

Mangueira, carambola,

 

Caju e maracujá,

 

Fazem parte do pomar!

 

 

 

Aos fundos:

 

A horta!

 

 

 

Próximo ao pombal:

 

Um velho poço;

 

A carroça

 

E um pequeno celeiro!

 

 

 

Depois do SURUBIM,

 

Rio de águas claras:

 

A roça de milho!

 

 

 

A casa que tem na cor,

 

O verde da mata,

 

É bem cuidada

 

E cheia de FELICIDADE!

 

 

 

RECANTO DA PAZ!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

13- SÍTIO SONHO MEU

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Indo pela RODOVIA DA MORTE,

Depois do BAR DA CURVA,

A primeira entrada à esquerda,

Indica a direção!

 

Quando passar os bambuzais,

Logo à direita, se vê a PLACA

Do SONHO MEU!

 

Limoeiros embelezam o lugar,

Que tem na entrada,

Um lindo portão preto!

 

Um PASTOR ALEMÃO,

Muito sorridente,

Dá as boas-vindas!

 

No chão,

Um tapete verde,

Onde,

Aqui,

Ali,

Se vê uma FLOR!

 

- Que bom que vocês vieram!

Disse o Sr. Alfredo:

Homem de BOM GOSTO;

Bigode grande;

Estatura média;

Barba bem feita;

Botas de COWBOY;

Cinto importado

E chapéu de boiadeiro!

 

No SÍTIO,

Ele faz de tudo,

Mas tem a ajuda

Da amável ANA:

Mulher prendada;

Muito bonita

E de um jeito FELIZ DE SER!

 

Sentamos à sombra da laranjeira!

 

 

Não demorou muito

E a dona do recanto,

Foi buscar a bandeja do café,

Com a cesta de guloseimas:

Bolo de milho;

Chipas;

Biscoitos de polvilho;

Leite e goiabada!

 

O tempo passava

E as histórias que

O casal contava,

Deixava-nos

À vontade!

 

Por dentro, a casa é branca;

Mas por fora,

Verde musgo!

 

A cozinha da Sra. Ana

É bem espaçosa.

Tem uma mesa grande, no meio;

Uma linda pia, no canto

E prateleiras repletas de louças!

 

No quarto dos anfitriões:

Nossa Senhora Aparecida;

Água fresca, do filtro de barro;

Cama entalhada

E cômoda de cerejeira!

 

O relógio CUCO,

É peça importante,

Do corredor da residência!

 

Ainda existem na moradia,

Além da sala de visitas,

Outros dois quartos,

Muito bem arrumados;

Um banheiro de luxo

E a despensa,

Com porta de vidro espelhado!

 

Na varanda:

Poço artesiano;

Cadeiras de mogno

E bancos de jatobá!

 

É época das AMORAS!

 

Além da GRANDE HORTA,

Fazem parte da FLORA:

 

Mangueiras, abacateiros, jabuticabeiras,

Pimenteiras, goiabeiras e bananeiras!

 

Na cocheira:

Cavalo de raça!

 

Próximo ao galinheiro:

Ninho de tucano;

Porco do mato

E curral de concreto!

 

Lá no alto,

Depois do RIO LAMBARI,

Perto dos canaviais:

Gado leiteiro e ovelhas MERINO,

Dividem o pasto!

 

Não queríamos,

Mas tínhamos que partir!

 

Diante de tanta doçura:

Lágrimas incontidas!

 

À tardinha,

Deixamos para trás,

Dois GRANDES AMIGOS!

 

No retrovisor do CARRO:

Acenos de ADEUS!

 

SÍTIO SONHO MEU:

Lugar de TERNURA!

 

 

 


 

 

 

 

 

 

14- A VELHA FIGUEIRA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Passamos pela igreja abandonada.

 

Na trilha das cotias,

 

Já encima do morro,

 

Do lado da velha tapera,

 

A frondosa FIGUEIRA,

 

De enormes raízes,

 

Sobrevive ao tempo!

 

 

 

A roda do carro de boi,

 

Descansa

 

Apoiada no tronco,

 

Da bicentenária

 

Que tem,

 

Num de seus galhos,

 

Um antigo balanço,

 

Amarrado!

 

 

 

Os CAIÇARAS

 

Viveram ali,

 

Por muitos anos!

 

 

 

Ao todo,

 

Foram onze filhos:

 

 

 

Seis meninas

 

E cinco homens!

 

 

 

O pilão da Dona Nice,

 

Ainda está lá!

 

Dentro dele:

 

Folhas e teia de aranha!

 

 

 

A antiga casa,

 

Quase caindo,

 

É recanto de morcego!

 

 

 

Num dos quartos,

 

Encontramos

 

Resto de fumo

 

E o velho cachimbo

 

Do Seu João,

 

Negro bom de roça

 

E de prosa,

 

Que toda tarde pitava,

 

Olhando pro horizonte,

 

Na espera do café!

 

 

 

Pouco se sabe,

 

Depois que eles partiram!

 

 

 

Um dia desses,

 

Um rapaz

 

De sobrenome,

 

CAIÇARA CRUZ,

 

Citou

 

Informações incondizentes!

 

 

 

Mas rastros,

 

Dos personagens

 

De uma história,

 

Podem ser

 

Encontrados,

 

À

 

SOMBRA

 

DE

 

UMA

 

FIGUEIRA!

 

 

 


 

 

 

 

15- A CABANA MÁGICA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

De cima do morro,

 

Parece ser fácil,

 

Chegar até lá!

 

 

 

Um mistério envolve o lugar!

 

 

 

A magia é tão intensa,

 

Que muitos se perdem

 

Na trilha!

 

 

 

Outros morrem!

 

 

 

Quando se passa pela

 

SELVA DOS ESPINHOS,

 

Vêm as CAVERNAS DE MORCEGOS;

 

Logo em seguida,

 

O PÂNTANO;

 

Então,

 

Tem-se que atravessar,

 

O TRIEIRO DAS CASCAVÉIS

 

E por fim,

 

A AREIA MOVEDIÇA!

 

 

 

Nessa façanha,

 

Só o

 

CORAÇÃO BOM,

 

Vai e retorna,

 

Em paz!

 

 

 

Um tapete verde,

 

Rodeia a CABANA!

 

Alecrins e jasmins,

 

Dividem o espaço!

 

 

 

Telhado de sapé;

 

Casa de barro,

 

De um só cômodo;

 

Porta e janela de PEROBA!

 

 

 

Moradia do MAGO DAS FLORES.

 

Lá dentro, o que tem, não se sabe!

 

 

 

LEOAS e LEÕES,

 

Vigiam o lugar!

 

 

 

No ar:

Diversos tipos de fragrâncias!

 

 

Para cada ESTAÇÃO DO ANO:

 

Um brilho de luz!

 

 

 

No VERÃO, tudo é AMARELO!

 

INVERNO, o AZUL toma conta!

 

LARANJA, no OUTONO

 

E VERDE, na PRIMAVERA!

 

 

 

Muitos dizem,

 

Que o cheiro que vem dali,

 

Traz AMOR

 

E às vezes, DOR!

 

 

 

De dia,

 

Ninguém nunca viu o FEITICEIRO!

 

Nada se sabe, a seu respeito;

 

Mas, nas noites de lua cheia,

 

Seu vulto foi notado!

 

 

 

CABANA MÁGICA:

 

A GRANDE AVENTURA!

 

 

 

 


 

 

 

 

16- PEDREIRA SANTA TERESINHA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Nosso sábado está amanhecendo!

 

Um dia bom pra pedalar!

 

Nem chuva. Nem sol!

 

Sem frio. Sem calor!

 

 

 

A BR 147 tem má fama.

 

Nela, centenas de vidas,

 

Foram ceifadas!

 

 

 

Nossas bicicletas,

 

São equipadas com farol

 

E buzina!

 

Ontem,

 

Fizemos manutenção

 

Nos velocípedes!

 

 

 

Na rodovia,

 

A viagem é muito desconfortável!

 

Caminhões, jamantas e carros de passeio,

 

Estão sempre apressados!

 

As ultrapassagens perigosas,

 

Acontecem a todo instante!

 

 

 

Paramos na

 

“LANCHONETE DO CAMINHONEIRO”!

 

Depois das chipas e coxinhas,

 

De massa de mandioca,

 

Com refrigerantes,

 

Seguimos em frente!

 

 

 

A estrada que leva à PEDREIRA,

 

Tem início, no POSTO DE COMBUSTÍVEL

 

“SIGA BEM”!

 

Agora o caminho é de cascalho!

 

 

 

Depois de quase

 

OITO QUILÔMETROS,

 

De lascas de pedra,

 

Uma curva à esquerda

 

E chegamos ao destino!

 

 

 

Portão escancarado!

 

 

 

 

 

Do escritório,

 

Só resta o piso!

 

 

 

É época das goiabas.

 

Tem da branca e da vermelha!

 

 

 

Pedras britadas,

 

Estão aos montes,

 

Por toda parte!

 

 

 

De cima da

 

Montanha de AREIA,

 

Avistamos o RIACHO SUCURI,

 

Ao norte

 

E uma GRANDE CRATERA,

 

Ao leste!

 

 

 

No ferro velho:

 

PÁ CARREGADEIRA,

 

PATROLA e

 

CAMINHÃO BASCULANTE!

 

 

 

Depois que a

 

SANTA TERESINHA faliu,

 

Tristeza e solidão,

 

Tomam conta do lugar!

 

 

 

No almoço,

 

Compartilhamos

 

Nossas marmitas!

 

 

 

Depois da sesta:

 

Banho no ribeiro!

 

 

 

Antes de partir,

 

Deixamos o AVISO,

 

Que ali estivemos!

 

 

 

Saímos

 

Com goiabas nas sacolas

 

E melancolia no coração!

 

 

 

SANTA TERESINHA:

 

RIQUEZA de poucos!

 

SOFRIMENTO de muitos!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

17- O VALE DAS VIÚVAS-NEGRAS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Antes de deixarmos

 

A FLORESTA DOS TUCANOS,

 

 

 

Na CABANA DOS BORGES,

 

Nosso café da manhã foi bem reforçado:

 

Queijo, ovos cozidos, leite, iogurte, chocolate,

 

Arroz carreteiro e broas de milho!

 

 

 

Mochilas preparadas

 

E lá vamos nós,

 

Pra mais uma aventura!

 

 

 

A caminhada até o VALE,

 

É longa e cansativa!

 

 

 

No BOSQUE DAS ORQUÍDEAS:

 

Nossa primeira parada,

 

Para descanso!

 

 

 

Depois da TRILHA DO SACI,

 

O RIO DAS PIRANHAS;

 

Logo em seguida,

 

A FLORESTA DOS LOBOS!

 

 

 

Já exaustos,

 

À sombra de uma cerejeira:

 

Água gelada e refrigerante!

 

 

 

Agora é a vez de cruzarmos,

 

O RIACHO DAS SAMAMBAIAS;

 

Vem então, O DESFILADEIRO DAS VESPAS

 

E finalmente, O VALE DAS VIÚVAS-NEGRAS!

 

 

 

Repleto de flores:

 

Jasmins, acácias amarelas, amendoeiras,

 

Cravos brancos, tulipas negras e zínias!

 

 

 

Muito perigoso!

 

 

 

Cascavéis, víboras e caranguejeiras,

 

Esperam suas vítimas!

 

 

 

 

 

No ar:

 

Sinfonia de CHOCALHOS!

 

 

 

Algumas VIÚVAS,

 

Devoravam insetos;

 

Outras,

 

Matavam o NAMORADO!

 

 

 

Depois das FOTOS,

 

Uma soneca e então,

 

Demos início à

 

Longa viagem,

 

De volta pra casa!

 

 

 

SOBERANO!

 

INÓSPITO!

 

MAQUIAVÉLICO!

 

 

 

VALE DAS VIÚVAS-NEGRAS:

 

Lugar que impõe RESPEITO!

 

 

 


 

 

 

 

18- O CEMITÉRIO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Já quase chegando ao VILAREJO DAS PERDIZES,

 

À beira da estrada arenosa,

 

Existe um portão,

 

Que é mantido fechado,

 

Com uma grossa corrente e um reforçado cadeado.

 

 

 

Quem passa por ali,

 

Muitas vezes nem percebe essa entrada,

 

Pois a mesma,

 

Muito bem disfarçada, se encontra,

 

Na cerca que guarda a densa floresta.

 

 

 

Nota-se que um caminho estreito,

 

Tem início no portão e toma rumo,

 

Pra dentro da mata.

 

 

 

Algumas pessoas do VILAREJO, contam,

 

Que alguns já tentaram chegar,

 

Ao cemitério,

 

Mas que certos espíritos,

 

De tudo fizeram,

 

Pra que a equipe,

 

Voltasse pra casa,

 

Sem a conclusão da missão.

 

 

 

Porém, Dona Rita,

 

Uma antiga moradora do VILAREJO, disse:

 

 

 

“- Numa noite fria e chuvosa,

De uma quinta-feira de fevereiro,

 

Há alguns anos atrás,

Fui surpreendida por um semblante de homem,

 

Que me acordou numa luz azul, muito bonita.

Ele disse ser do bem

 

E que eu deveria me acalmar. Foi aí, que eu fiquei sabendo,

 

Que no meu jardim,

 

Estava enterrada a tal chave, que abre o portão,

 

Que dá acesso ao cemitério.

Recebi a missão de fazer o zelo do local,

 

Capinando e plantando algumas flores.

Hoje, eu sou a única pessoa,

 

Que, até lá, pode chegar.

Segundo ele, as pessoas que ali, estão enterradas,

 

Muito sofreram, antes de falecerem.

Fiz algumas perguntas pra ele,

 

Mas o fantasma me disse, que não poderia dizer mais nada.

 

Na minha primeira ida até lá, tive muito medo,

Pois a gente ouve vozes,

 

A todo instante. Atualmente, já estou tão acostumada,

Que até brinco com eles.

 

Às vezes, alguns deles, vão lá em casa, me fazer uma visita.”

 

 

 

Se você quiser saber, um pouco mais dessa história,

 

É só procurar a Dona Rita,

 

No VILAREJO DAS PERDIZES,

 

Que fica atrás dos arrozais,

 

Da fazenda dos LIMEIRA.

 

 

 

O CEMITÉRIO:

 

VERDADE ou MENTIRA!

 

 

 


 

 

 

 

19- A VELHA LAGOA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Quando acaba a TRILHA DO CURUPIRA,

Vem a ESTRADA DOS EUCALIPTOS

E a ANTIGA OLARIA.

 

Depois do velho POÇO ABANDONADO,

Na primeira curva à esquerda,

Do mesmo lado dos PÉS DE ACEROLAS,

Encontramos a VELHA LAGOA,

Na FAZENDA DOS BARTH.

 

Lugar que já foi felicidade de sucuri,

Morada de jacaré e parada obrigatória

Da garça branca.

 

Hoje, ainda se vê por lá,

Alguns lambaris,

Muitas libélulas,

Borboletas de diversas cores

E algumas capivaras.

 

O Seu Neto,

Um antigo tratorista

E morador da região,

Conta,

Que depois de quinze dias de labor,

Junto com a peonada,

A lagoa ficou pronta.

 

Existe a história,

Que muito peão,

Viu a figura de um menino, por lá.

 

Todas as vezes, que o fantasma foi visto,

A imagem correu e pediu pra ser seguida.

 

Muitos contam,

Que Afonso,

Um destemido lavrador,

Resolveu segui-la

E o menino lhe presenteou,

Com muito ouro,

Que estava enterrado,

Dentro do mato,

Embaixo de uma grande pedra.

 

 

De uns tempos pra cá,

À noite,

O que se vê por lá,

De luz,

É o brilho da lua, os faróis dos tratores

E alguns pirilampos.

 

A velha lagoa é festa,

Pra criançada da cidade,

Que vai até lá,

Pra passar as férias na fazenda.

 

Hoje,

Seu nome é “LAGOA DO MENINO”.

 

A VELHA LAGOA:

Lugar de muitas histórias!

 

 

 


 

 

 

 

 

20- O CASTELO DO PÂNTANO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Smith Bird.

Um garoto,

Que com apenas seis anos de idade,

Perdeu seus irmãos,

Pais e alguns amigos,

Num acidente que envolveu,

O carro de passeio da família

E uma gigantesca carreta.

 

Mesmo doente,

Sofrendo de uma profunda depressão,

O menino não abandonou os estudos.

 

Bird,

Nasceu numa família rica

E por isso, ficou bilionário,

Com a herança que o pai deixou.

 

Cheio de ideias,

Ele resolveu comprar uma fazenda.

 

Ao descobrir,

Que um pântano, fazia parte de suas terras,

Achou melhor,

Construir um castelo,

Na região alagadiça.

 

Apesar do nome,

A construção do jovem Bird,

Tem poucos cômodos e algumas passagens subterrâneas,

Sendo que o calabouço,

Pertencia a Murphy,

Seu cão de estimação.

 

Na época de faculdade,

Muitas festas foram realizadas,

Lá,

Nos finais de semana.

 

Smith adorava dividir o seu espaço,

Com as algas, os sapos, as bactérias, os flamingos, as garças

E as cegonhas.

 

 

Mas numa sexta-feira de primavera,

O velho Bird foi encontrado,

Morto.

 

Depois que uma grande indústria,

Se apossou das terras,

Ninguém mais,

Soube contar,

Alguma história a respeito do castelo.

 

Mesmo assim,

De vez em quando,

Alguém pergunta:

 

- E aquele castelo,

Lá no pântano,

Que era do Bird,

Ainda existe?

 

Muitos já foram até a fábrica,

Afim de visitar a estranha moradia,

Que pertenceu ao Mr. Smith,

Mas o acesso à área,

Foi negado e nenhuma informação condizente,

Foi dita.

 

O CASTELO DO PÂNTANO:

A imagem de alguém!

 

 

 


 

 

 

 

 

21- A CASA DA ESQUINA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Depois de uma longa pedalada,

 

Quando se consegue ver,

 

A enorme placa,

 

Advertindo que fumar,

 

É proibido,

 

Basta tomar o rumo das espatódeas,

 

Na rua de cascalho.

 

 

 

Por ali,

 

O ônibus sempre para em uma curva

 

E desce a ladeira, manhosamente.

 

 

 

A casa que tem os pés de carambolas,

 

É encontrada

 

Na primeira esquina,

 

Depois da ladeira.

 

 

 

Uma antiga casa de madeira.

 

Por fora: Azul.

 

Suas portas e janelas: Verdes.

 

Por dentro: Rosa.

 

 

 

Tem uma pequena varanda, na frente

 

E outra, um pouco maior, nos fundos.

 

 

 

Sala e alguns banheiros.

 

Uma cozinha, não muito grande

 

E cinco quartos.

 

 

 

Lugar onde a morte,

 

Vive sempre à espreita,

 

As mulheres se entregam,

 

Por alguns trocados

 

E os homens se embriagam,

 

Com vinho e prazer.

 

 

 

A casa só fica disponível pra clientela,

 

Nas noites de sexta e nas madrugadas dos sábados.

 

 

 

A dona do recinto diz,

 

Que a sua morada,

 

Pertenceu ao seu ex-marido.

 

 

 

 

 

Mãe de um rapaz e sete moças,

 

Conceição fala da sua trágica vida,

 

Dando risadas:

 

 

 

"- Eu sou a beleza feia.

 

Me escondo dentro de um azul,

 

Que não é céu e atraio as minhas presas,

 

Com um verde, que não é esmeralda.

 

Exalo o perfume de uma rosa triste.

 

Sei que sou lixo, aos olhos das prendadas.

 

Sei que sou tesouro, pra alguns viajantes.

 

Sou fruta que amadureceu antes do tempo.

 

Fui escolhida pelo destino,

 

Pra ser o caos da sociedade.

 

Plantei um pomar, cujos frutos,

 

São sempre estragados.

 

Sei enfeitiçar.

 

Alguns lares, já desonrei.

 

Certos crimes, já cometi.

 

Solte uma perdiz em meu quintal

 

E verá que a minha música,

 

Tem poder."

 

 

 

Na CASA DA ESQUINA,

 

Muitas vezes,

 

A tristeza se vai!

 

 

 

Na CASA DA ESQUINA,

 

Brilha a luz da luxúria!